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sábado, 28 de junho de 2008

Enquanto ela não chegar...

Quantas coisas eu ainda vou provar
E quantas vezes para a porta eu vou olhar
Quantos carros nessa rua vão passar
Enquanto ela não chegar
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Quantos dias eu ainda vou esperar
E quantas estrelas eu vou tentar contar
E quantas luzes na cidade vão se apagar
Enquanto ela não chegar
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Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar
.
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver
.
Quantas besteiras eu ainda vou pensar
E quantos sonhos no tempo vão se esfarelar
Quantas vezes eu vou me criticar
Enquanto ela não chegar
.
Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar
.
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar, é deixar
É deixar viver
É deixar viver

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Bonzinho só se fode

_Como é que pode... Ontem mesmo eu tava tão feliz lembrando das coisas boas que tinham me acontecido durante os últimos dias e me vem um dia c... desses. Primeiro acordei ás 5h da manhã com cólica e não consegui mais dormir. Resolvi entrar na nternet pra esperar o tempo passar, postei o QUASE. Acabei demorando e cheguei atrasada no colégio. Depois foi aquele tormento de ter 5 turmas fazendo a minha prova ao mesmo tempo e eu feito louca correndo de sala em sala pra tirar as dúvidas dos meninos.Sem falar numa gripe mal curada que resolveu me atacar justo hoje.
_Quando saí do colégio fui pro Benfica encontrar com a Aline pra ela trocar uma roupa e no fim das contas acabamos tendo uma discussão ridícula. Cheguei em casa 13:40 cansada, com fome, suada, gripada... Fiquei com febre à tarde inteira e ainda estou até agora. A Alany (nova namorada do Dri) esteve aqui e nem falei com ela direito porque tava esparramada na cama da mãe coberta até os dentes assistindo novela. E o Gois me ligou ainda à pouco me chamando pra ir comer caranguejo e eu aqui. Nem eu to aguentando o meu mau humor..
_Mas o pior de tudo foi ter visto o que eu vi. Não vou entrar em detalhes, obviamente! Sabe quando você se conforma com uma certa situação, acha que superou e tudo mais.. Ai você vê a famigerada cena e te derruba!
_A gente pensa logo naquele negócio que todo mundo diz: bonzinho só se fode. É a pura verdade! Não sei porque mas às vezes eu acho que eu sou a única pessoa do mundo que gosto de ser legal com as pessoas, que trato bem, qe procuro ser justa, procuro ser honesta. E o pior de tudo, eu acho que eu sou a única pessoa do mundo mundo que valoriza essas coisas. Depois de tanto solavanco da vida, eu ainda vivo a ilusão de que ainda exista alguém que admire isso; ou pior, que exista alguém que saiba retribuir isso.
_Continuo tendo as mesmas covicções que eu tinha na minha adolescência, mas isso não quer dizer que eu seja ingênua. Embora se tome cuidado, todo mundo pode ser sacaneado por quem menos se espera, sei lidar bem com isso. Mas também não vou dizer que não vou me chatear todas as vezes que eu vir um cara que eu ajudei em tudo fazendo pose por aí. Tem certas situações em que eu não consigo ser hipócrita. Ai que raiva do mundo!
_Pra terminar, o fim de semana tá chegando. Tem o arraiá da Ypióca (não sei se a Aline ainda vai me convidar pra ir com ela); tem arraiá em duas escolas que eu trabalho; tem arraiá dos Baby's (a Dayane disse que se eu não for eu vou perder o meu posto, se bem que eu acho que eu já perdi faz tempo...); tem o arraiá do Naza (não tá confirmado, vi no orkut dos outros); tem Espaço Grill (aff!!!); a Alany disse que ia me ligar pra eu sair com ela (provavelmente pro Ordones); tem a parada gay (tão legal!!). São tantas opções que eu acho que não vai dar em nada... O pior de tudo é ter um astra estacionado aqui em casa e eu não ter carteira de motorista pra bater perna por aí... Ahhhhhh! Mas dá pra sair atropelando!!!! (hummmm idéias, idéias...) Veremos

QUASE

_Quisera eu ter escrito isso...
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Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
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Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
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Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
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Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
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A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
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Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
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O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
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Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
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Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
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Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu
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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Por onde eu começo???


_Caramba! Tem mil coisas acontecendo por minuto na minha vida! Não sei nem por onde começar... Da última postagem até hoje, por várias vezes tive vontade de escrever aqui alguma situação complicada que eu estava vivendo, ou tava me sentindo meio angustiada e queria escrever qualquer coisa pra ver se mudava o meu astral. Na semana passada eu quiz postar o poema QUASE que todo mundo acha que é do Luís Fernando Veríssimo, inclusive eu também pensei que fosse (deve ter uns 3 meses que me disseram que, na realdade, foi uma jovem menina do sul que tinha levado um é na bunda e o escreveu; alguém achou bonito, porque realmente é muito bonito, e colocou na internet com sendo de autoria do Veríssimo). Acho esse poema a minha cara, queria EU ter escrito ele. Mas acabei sem fazer nada por preguça, cansaço, tédio...


_Mas hoje eu não quero poemas, não quero músicas. Embora os meus dias tenham sido de uma correria incrível e extremamente cansativos, eu não me sido deprê o suficiente pra falar de dor de cotovelo e afins. Pelo contrário, tô muito feliz. Esta madrugada o Adriano voltou pra Brasília e este último mês em que ele esteve aqui foi de uma convivência maravilhosa. Passeios, farras, reuniões em família... Foi tudo muito bom, vou sentir muita falta.


_Vou fcar por aqui hoje porque o dever me chama. Mas vou com um sorriso de orelha a orelha só lembrando dos ótimos momentos que vivi na companhia do meu irmão durante esse mês!!

quinta-feira, 15 de maio de 2008


_Ai que falta dos momentos que eu tinha comigo mesma! Muita, muita, muita correria...Chego do trabalho e a única vontade que eu tenho é me deitar na cama e só acordar no outro dia, mas sempre tem alguém no meu quarto pra estrgar os meus planos. Aliás, "meu quarto" é só maneira de dizer, porque todo mundo se instala aqui menos eu. Quando tô com sorte e a Aline não resolve entrar na internet depois que o Alexandre sai, lá pelas 21h eu consigo ficar sozinha no meu canto. A essa altura eu só vou conseguir pregar o olho lá pelas 24 ou 1h; o horário que eu sinto sono é entre 18 e 20hs. Ainda tenho esses horários malucos pra atrapalhar a minha vida... Pra matar o tempo até me dar sono pra dormir eu vou olhar orkut, olhar e-mail, olhar notícia repetida, olhar besteira; depois me deito e fico pensando em alguma coisa que aconteceu durante o meu dia e vou dormir. Nada de interessante ou reflexivo.

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_Tô me sentido uma daquelas pessoas alienadas que passa o dia inteiro num trabalho que detestam (no meu caso, pelo menos, eu adoro, mas a estafa do dia-a-dia às vezes me faz esquecer o quanto eu gosto de dar aula) e depois vão pra alguma farra pra beber e tentar sair da vida medíocre que levam, obviamente sem se dar conta disso, senão não seriam alienados. Nunca quiz fazer parte desse grupo de pessoas e me icomoda muito a forma de com a minha vida tem se conduzido na últimas semanas. Antes eu ia no Espaço Grill e a-do-ra-va tudo, me divertia muito sem ter que me importar com nada. Ultimamente virou uma rotina do meu sábado. Eu ia pra lá porque achava a opção mais legal da noite; hoje eu nem sei mais se tem outros lugares legais, vou pra lá como se fosse a única opção. E aquela coisa de me divertir sem me preocupar com nada já era também; quando eu chego lá, já vejo uma porção de gente que já me conhece (de vista ou não) e eu me sinto, de certa forma, peocupada em não chamar muita atenção pra que não venham comentar algo sobre mim. Ainda tiveram algumas confusões que ajudaram a desmotivar...

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_Essa rotina puxada tá me tirando muita coisa boa... Só tenho tempo de trabalhar e dormir durante a semana; sábado vou arrumar o meu quarto (o que leva o dia inteiro), de noite eu vou pro Espaço; domingo eu acordo 11h, vou fazer o almoço com a mãe e continuo dormindo durante a tarde. E assim começa mais uma semana! Não lembro quando foi aúltima vez que eu fui pra biblioteca passar o dia estudando; não lembro quando foi a última vez que eu encontrei com os meninos e passamos uma tarde conversando no Cantinho da Filosofia; não lembro quando foi a última vez que eu fui pra casa da tia Jane brincar com a Rute e com a Sara; não lembro quando foi a última vez que eu reencontrei as amigas do colégio e passamos uma tarde inteira rindo das histórias da nossa adolescência; não lembro quando foi a última vez que eu fizemos um risca-faca dos Babys na casa do Luis (só tenho visto a Dayane e a Elvira quando tem reunião da formatura); não lembro quando foi a última vez que saiu só Dayane, Elvira e eu, ou quando nós três nos reunimos pra fazer mercantil, ir pra praia, ir pro jogo do Fortaleza, comer sushi ou tomar um vinho e dormir no intransitável quarto da Elvira. Sinto falta de tanta coisa...

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_É verdade que eu também tenho feito um monte de coisa legal. Conheci pessoas legais; saí pra lugares incríveis; embora tenha tido pouco tempo comigo mesma, eu tenho me descoberto mais; muitas conversas agradáveis no fim do dia. Mas a gente nunca está satisfeito! Queria saber mesclar tudo isso que eu quero vivenciar. Poder ir pro Espaço Grill num dia com uma turma e ir pra praia no outro dia com outra galera. Mas acaba tendo o conflito de agendas e a gente acaba ficando mais próximo de quem pode estar mais tempo do seu lado.

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_Tenho muita sorte de poder estar contando com uma pessoa incrível do meu lado atualmente, a Erika. Ela é uma pessoa que se parece muito comigo, a gente se entende muito bem e estamos vivendo uma fase conturbada em determinado setor. É uma amizade, de certa forma, nova, mas imprescindível. Sei que posso contar sempre com ela (e ela pode contar sempre comigo) e é muito bom ter a amizade dela nesse momento, mas não diminui carinho que eu tenho pelos outros amigos.

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_ Perto ou longe, eu estarei sempre aqui! A distância ou a falta de comunicação não diminuem em nada o carinho que eu tenho por todo mundo que faz ou fez parte da minha vida. Aos velhos e novos amigos: eu estarei sempre aqui!!!

domingo, 20 de abril de 2008

When I can, I will


Meu momento de hoje é uma nostalgia do ontem... A união com os meus irmãos me faz lembrar de muita coisa boa do meu passado. Uma época em que existia muitos problemas (como sempre existe), mas que eles não chegavam a afetar a inocência da minha infância e adolescência. Lembro das coisas que eu gostava nessa fase da minha vida e que eu acabei redescobrindo nos últimos meses e como essas coisas ainda mexem comigo. Um exemplo disso é a música. Da última vez que o Adriano esteve aqui, ele baixou um CD dos Smashing Pumpkins que eu escuto, praticamente, todos os dias. No período de 11 a 15 anos eu escutava demais, embora eu não entedesse o que a letra queria dizer a música sempre mexeu muito comigo. Hoje quando eu escuto eu sinto a mesma transcedência de antes e com a alegria a mais de lembrar que eu já sentia isso em tempos atrás. Não sei explicar, mas essa é uma das músicas que me toca mais. Escute, acompanhe a letra e sinta cada batida... é como se eu voltasse aos meus 13 anos, uma das épocas de maior explosão de sentimentos.
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Mayonaise

Smashing Pumpkins

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Fool enough to almost be it
Cool enough to not quite see it
Doomed
Pick your pockets full of sorrow
And run away with me tomorrow
June
.
We'll try and ease the pain
But somehow we'll feel the same
Well, no one knows
Where our secrets go
.
I send a heart to all my dearies
When your life is so, so dreary
Dream
I'm rumored to the straight and narrow
While the harlots of my perils
Scream
.
And I fail
But when I can, I will
Try to understand
That when I can, I will
.
Mother weep the years I'm missing
All our time can't be given
Back
Shut my mouth and strike the demons
That cursed you and your reasons
Out of hand and out of season
Out of love and out of feeling
So bad
.
When I can, I will
Words defy the plan
When I can, I will
.
Fool enough to almost be it
And cool enough to not quite see it
And old enough to always feel this
Always old, I'll always feel this
.
No more promise no more sorrow
No longer will I follow
Can anybody hear me
I just want to be me
When I can, I will
Try to understand
That when I can, I will


terça-feira, 1 de abril de 2008

Alguém pode me explicar?

O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor

O que você não pode, eu não vou te pedir
O que você não quer, eu não quero insistir
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone

Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, imposível de encontrar
Mas, quando o neon é bom
Toda noite é noite de luar

No táxi que me trouxe até aqui Julio Iglesias me dava razão,
No clip Paul Simon tava de preto, mas na verdade não era não
Na verdade nada é uma palavra esperando tradução

Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina

O fogo ilumina muito por muito pouco tempo (muito pouco tempo)
Em muito pouco tempo (hei) o fogo apaga tudo
Tudo um dia vira luz
Toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos

Ontem à noite eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio num precipício
Era o meu corpo que caía

Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão

Ontem à noite eu conheci uma guria que eu já conhecia
de outros carnavais com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão

No início era um precipício um corpo que caía
Depois virou um vício (Foi tão difícil) acordar no outro dia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão



Será que alguém poderia me explicar o que significa essa música? Ou melhor, eu até sei o que significa... Só queria entender o que uma pessoa espera quando se oferece uma música como essa. Eu até já consegui compreender (um pouco) Kant; mas assimilar o por quê que algumas pessoas insistem em ficar mexendo na merda é complicado. Acho que nem o Schopenhauer explica!

Chupa essa manga Dayane!! Vê se me dá uma luz!

Ô Alce Arafat, vê se me entende agora: nem senso-comum, nem surtado!!!