"O meu mundo não é como o dos outros. Quero demais, exijo demais. Há em mim uma SEDE DE INFINITO, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa. Sou antes uma exaltada! Com uma alma intensa, violenta, atormentada. A alma que não sente bem onde está. Que tem saudade... Sei lá de que!" . (Florbela Espanca)
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Ou o ano acaba, ou ele acaba comigo
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Doente, cansada, mau humorada..
domingo, 20 de dezembro de 2009
2009: ano o "Ó"
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Eu tava meio que de saco cheio daquele negócio de farra todo final de semana (que foi o meu ano de 2008) e toda a complicação que aquilo tudo acaba gerando: sem tempo pra conversar com amigos nos tempos livres, porque você está sem tempo livre; o cansaço e a ressaca (principalmente a ressaca moral); você nunca tem dinheiro pra um cinema porque tudo é consumido por ingressos, bebidas, comidas, roupas e tudo o que é preciso pra sair. Sem falar nas mesmas pessoas, na mesma superficialidade, na mesma futilidade...
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Resolvi que este ano de 2009 seria o ano de eu criar responsabilidade. Posso até considerar que fui bem nesse quesito! Trabalhei que nem um corno esse ano e tive que aprender a me organizar. Ta bom que eu estou anos luz de ser a senhora organização, mas os meus surtos se reduziram apenas aos finais de bimestre. Até porque: final de bimestre é final de bimestre!
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Acho que segui bem a cartilha e fiz tudo o que minha consciência queria que eu fizesse: saí menos, bebi menos, estudei (não quanto deveria), trabalhei mais, não me relacionei com nenhum otário, estou um pouco (um pouquinho só) mais magra que o ano passado. Só não consegui juntar dinheiro... Como é que pode: ganhei mais dinheiro esse ano, saí menos e continuo sem conseguir guardar nada??
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Enfim, segui a lista direitinho, e o ano termina como se não tivesse acontecido nada. Foi um ano normal. Não prosperei, não sofri: foi SÓ normal. Definitivamente, não quero que os próximos sejam assim. Não quero me acostumar com isso, não quero perder a coragem de ousar, mesmo que seja pra cair de cara no chão. Não quero mais um ano cansada e passiva, quero coragem!
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Sobretudo, nas minhas preces ao Alce*, quero me apaixonar. Alce, tu nunca me deixou na mão, vê se não erra em 2010! A idade bateu e eu to cansada de pagar a conta sozinha! Brincadeirinha (piada interna)! Cansei dos mesmos tipos... Quero conhecer uma pessoa bacana, legal, que ria das minhas besteiras, que goste dos meus amigos, que goste dos meus lugares; e passar por aquele processo todo que é tão bom: trocar mensagens, ir ao cinema, conversar horas, apresentar aos amigos. Estou sentido falta disso, cadê os homens interessantes dessa cidade??
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*O Alce é o meu guia espiritual (e de alguns babies), uma historinha que aconteceu no B.U. do Itapery em 2004 e que um dia eu conto... O fato é que sempre que passamos por uma situação de aperto é só recorrer a ele com a mão na cabeça (imitando os chifres de um alce) e virar para Meca que tudo se resolve. E ele é tão bom que a gente nunca sabe pra que lado está Meca, mas nem por isso deixa de dar certo!!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Qual é o limite da piada?
Mas eu comecei a me preocupar com essa questão de levar a coisa na piada depois que eu comecei a considerar insuportáveis as tiradas de uma pessoa do meu convívio. Decidi prezar pela boa convivência e exerço a minha maior habilidade que é dar um vai-à-merda mental e ligar o mute. Poderia escrever um livro sobre como fazer isso com perfeição; na boa, é indispensável, eu iria ficar rica.
Mas cara, assim, eu também faço piada sexista, regionalista, preconceituosa, discriminatória. E se eu parar pra pensar, também já ri muito de coisas assim contadas por outras pessoas. Então, o problema não é a piada em si, é a pessoa que conta. Se for contada por aquele cara chato, vai ser de mau gosto sempre.
Também tem o lado egoísta da brincadeira: só é engraçado quando a piada não é com você. Poucas pessoas conseguem levar na esportiva, eu não consigo.
Morri de rir com a ex Feiticeira chorando no programa do João Inácio Jr pra não passar imagem dela dançando de biquíni. Mermão, azar o dela: a mulher vai num programa que há pouco tempo atrás o ápice era quando a tigresa Ellen ia fazer uma performance de dança e dava uma abertura de 180° devidamente em close, ou que na propaganda de uma ótica botava uma menina de quatro com o óculos na bunda pendurado no fio dental!! Queria o que ela? O João foi até muito meigo.
E a comédia toda com esse pessoal que morreu: Herbert Richerds, Celso Pitta, Lombardi. Leila Lopes. Até a pessoa mais politicamente correta deve ter achado uma graça, fala a verdade!
Mas foi falar da minha “pátria amada” Brasil que eu fiquei meio revoltadinha. O homem bicentenário lá que falou que o Brasil tinha comprado a estadia das olimpíadas com strippers e drogas. E olha que eu nem sou patriota e muito menos me importo com as olimpíadas do Rio, muito pelo contrário.
Conclusão: piada engraçada é com os outros e contadas apenas por quem eu gosto.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Sangue Frio
Sou contra ficar falando mal do seu trabalho, você tá lá porque quer, não é? Mas nesse caso abro uma exceção porque to muito indignada!
Não basta você ser uma boa profissional, cumprir os prazos, não faltar, não falar da vida de ninguém (e não se meter com a vida de ninguém). O importante é ser puxa-saco! Sabe aquele negócio de chegar 15 minutos antes, sair 15 minutos depois e ficar sempre mostrando serviço; aqui, acolá, dar um pitaco no trabalho do outro e dizer que se deve fazer assim e não assado... O tipo de coisa que eu NÃO faço e pretendo NUNCA fazer.
Pois bem, estou eu aqui tendo, provavelmente, que passar até a madrugada terminando provas que estavam acordadas de serem entregues na próxima semana.
Ok, baby, serão entregues! E não vai ser por isso que eu vou deixar de ir pro show da Vanessa da Mata amanhã no fim de tarde na Praça do Ferreira e tomar o meu chopp no Dudda’s Burger com as minhas amigas no melhor estilo canelau de ser.
Enquanto isso, sigo repetindo o meu mantra: falta só mais duas semanas, falta só mais duas semanas, falta só mais duas semanas, falta só mais duas semanas.....
sábado, 24 de outubro de 2009
Tô de saco cheio
Também não aguento mais escrever sobre essa correria toda. Quero que o tempo passe logo pra eu voltar ao normal e não ser obrigada a recusar uma festa que tem Zeppelin Blues (cover do Led Zeppelin), Love Gun (cover do Kiss) e One (cover do u2).
Preciso encontrar o pessoal, conversar, beber um pouco. Tava voltando pra casa um dia desses e um tiozinho tava falando da “falta de vergonha na cara” (sic) de algumas mulheres que iam sozinhas com outras mulheres ao bar para beber. Deu uma vontade de virar e perguntar se ele sabe o quanto essas mulheres trabalham para pagar sua própria bebida. Na certa ele não deve lavar uma louça, uma roupa, ficar 1h cuidando do filho, e tem mais direito que as mulheres por que? Dessa vez não isabelei... Tenho ódio mortal de machista querendo dar lição de moral.
E ontem que estava disposta a relaxar um pouco batendo um papo com uma amiga, acabei deixando de ir, na última hora, pra poder chegar em casa logo e ir dormir. Tinha que trabalhar hoje pela manhã e não fui, muita coisa pra organizar e só tenho o fim de semana para isso.
Dia 1º será a minha última prova, isso se o boato de adiamento não for verdade, pretendo sair pra qualquer lugar pra tirar esse ebó. Também quero ir no dia 2 assistir Bastardo Inglórios porque eu sou a única pessoa que ainda não fui ver.. O ruim é que certamente iremos ao cemitério este dia, mas vou dar um jeito.
Agora vou tentar dar uma geral no meu quarto porque convidei uma amiga pra estudar aqui em casa e ela não precisa saber que eu me instalo dentro de um caos.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Assoviando e chupando cana
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No fim do dia eu não tenho mais ânimo para estudar e acabo acumulando trocentas coisas para ver no final de semana. Pra lascar com tudo; neste sábado tenho dia letivo num colégio, confraternização dos professores em outro e aniversário de superamiga à noite; domingo de manhã ainda tem aulão. O pessoal sempre comenta que eu não participo das confraternizações ou festinhas das escolas, na sexta passada só eu não fui pra um jantar dos professores, o problema é que sempre tem outra coisa pra eu fazer.
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O fato é que tenho que ir pro dia letivo; então, bye-bye confraternização. Se eu for, vai ser só pra almoçar e sair fora porque tenho que aproveitar 4h de estudo, no mínimo. De noite vou à bebemoração da Elvira e tomar, no máximo, 1 chopp (porque eu me conheço e não devo, nem posso, amanhecer morta no outro dia) e cair fora o mais cedo possível pra estudar um pouco pela noite e ir o mais disposta possível pra aula no outro dia.
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No outro sábado vai haver o aniversário superesperado da Andressa, que eu também não vou, infelizmente. Só espero que as pessoas entendam e não fiquem chateadas por minha ausência ou aparecimento relâmpago nas ocasiões. É um momento que vai passar, e quando passar eu vou comemorar muuuuuito. Só espero conseguir o meu objetivo.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Pelo direito de encher a cara no fim de semana
É por isso que eu sou pró ao direito de encher a cara no fim de semana. Você passa a semana inteira na maior correria, leva um monte de trabalho pra casa, é obrigado a recusar bons convites porque está cansado, o mínimo que se pode fazer por si mesmo é se reunir com amigos e “tomar uma”.
Sabe quando eu acho ainda melhor? Quando tem risca-faca! Quando você sai pra beber por aí, tem que ter um mínimo de conduta, porque ninguém vai andar se passando publicamente em tempos de internet e popularização de câmeras digitais. Mas quando você ta na casa de amigos em que todos estão engajados na missão de encher a lata e desopilar daquela semana de cão que passou, aí vale até terminar a noite dançando a macarena e bodar no sofá da sala. Bom, quanto à isso de bodar no sofá da sala é meio perigoso, mas é melhor não comentar.
Depois de tanto eu rogar pro ‘Alce’, o fim de semana chegou até rapidinho. Amanhã já tenho um itinerário (sócio-cultural) a seguir e eu quero é ver se eu não paro uma horinha pra tomar nem que seja uma coleguinha jurubeba.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Metrofor
domingo, 10 de maio de 2009
É pra rir?
Ao lado de uma das escolas que trabalho tem um buraco imenso e todas as vezes que chove (mesmo que seja só um sereninho) a gente tem que atravessar a rua com a água quase no joelho. E isso há, pelo menos, 3 anos, quando comecei a trabalhar lá.
A avenida Carapinima, José Bastos, Aldeota ou periferia e também as rodovias e CE’s estão uma porcaria. Trafegar é extremamente cansativo e caro por causa da manutenção e ajustes a Erika retrata bem isso no blog dela (www.erikabataglia.blogspot.com).
E, infelizmente não é um problema local, está generalizado por todo o país. O que me deixa indignada é tratar isso como piada. Fui dar uma olhada no Fantástico (tá bom, sei que isso é horrível, mas estava esperando passar o tempo pro Pânico começar) e vi mais uma das matérias cretinas do Tadeu Schimidt (é assim que se escreve?). O Fantástico virou um programinha de merda, mas esse cara consegue avacalhar ao fundo do poço com essas coisinhas cool (que só ele deve achar engraçado) naquelas porcarias de matérias de ‘bola cheia’ e aquele ‘interessantíssimo’ quadro de investigar os vídeos da internet.
Se alguém me contasse eu não acreditaria.. O quadro tem um personagem que é um boneco de pano, o ‘João Buracão’, que mostra os buracos pela cidade. As pessoas falam com o boneco e pedem ajuda pra ele, esperam ele no aeroporto e levam ele no banco da frente do carro (com o cinto de segurança). Sério, alguém acha isso engraçado? Eu me sinto uma retardada! Pra completar, no final o Tá-deu, naquele tom bem animadão dele, ainda lançou uma super enquete: ‘qual cidade tem o maior buraco do Brasil?”. Uhu galera, mande seu vídeo, é massa veio!!
Cara, isso é muita sacanagem! A televisão tem o poder de nos representar, o que é que custa tratar uma coisa séria como uma coisa séria? Tem gente que precisa trabalhar nessas ruas e estradas e arcam com prejuízos imensos, tem gente que morre em acidentes e isso não é piada.
sábado, 25 de abril de 2009
Que país é esse?
Pra início de conversa não vou falar do Brasil, muito menos do Lula, cada um que fique com as suas conclusões, o cara já está queimado o bastante. Vamos falar primeiro de Hugo Chavez, o Silvio Santos da televisão venezuelana. Ele é muito safo: foi eleito democraticamente com toda aquela proposta de Revolução Bolivariana contra o imperialismo americano e quando assume faz de tudo pra manter a sua própria ditadurazinha particular baseada (ironicamente) nos instrumentos da democracia. E o cara ainda faz questão de ser (ainda mais) sacana com o povo mantendo semanalmente um programa de televisão que ele mesmo apresenta por 10h consecutivas ao vivo. Ainda bem que tem o Caribe ali do lado e o petróleo, senão imagina a desgraça que seria esse país...
O novo presidente da África do Sul é quase um Backstreet Boy: só quer ser garotão, (se acha) galãzão, tem 3 mulheres, uma acusaçãozinha ou outra de corrupção, mas nada que dê pra ser condenado e aí vai. Acho que vi na Folha que estão temendo que o Zuma seja o novo Chavez da África. Olha, só pelo naipe do cara, eu não duvido nada.
Ia falar ainda sobre o marido da modelo-cantora-apresentadora-atriz-primeiradama Carla Bruni que, por coincidência é presidente da França; da queridíssima Cristina Kirchner e seus taileurs; e do ilustríssimo Fidel, que ninguém sabe se ainda vai ou se já foi, que descobriu depois de 40 anos que o “dever primordial não é de me prender a cargos” e resolveu deixar tudo em família passando a bola pro Raul Castro. Enfim, vou pular estes para chegar ao ponto.
Passando para o motivo que me fez escrever isso, vamos finalmente ao mais novo presidente eleito do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo. Atualmente ninguém mais se abala quando escuta que algum membro da Igreja Católica está envolvido com safadeza; inclusive, eu dificilmente dissocio a Igreja Católica de escândalo. O pior é que um sujeito desses vai fazer declaração pública e não treme nem a cara pra dizer que não tocará mais nesse assunto porque quer PRESERVAR A INTEGRIDADE DO FILHO que não tem culpa de nada. E a integridade do povo paraguaio com um cara desses na presidência? Esse cara só pode é ter o pinto de mel porque todo dia aparece uma mulher dizendo que teve um filho com ele. Se o ele já estava, literalmente, fudendo com os preceitos do catolicismo, bem que ele podia ter usado camisinha, um pecado a mais ou a menos não ia fazer diferença..
Enfim, criou-se uma polêmica aqui em casa porque eu postei no meu twitter uma frase que meu irmão disse numa conversa e ele me acusou de plágio. Falei pra ele que a frase ia ser minha mesmo porque ainda que ele não a dissesse, eu pensaria exatamente igual. Quero nem saber!
Ele era bispo ou papa?
sábado, 7 de março de 2009
Violência
Em primeiro lugar, não me defino como católica, protestante, espírita ou qualquer forma de religião. Sou batizada no catolicismo, mas entrei em conflito com a religião faz tempo. Tenho fé, não religião. E, de acordo com o que eu acredito hoje, acho a postura da Igreja Católica de uma hipocrisia sem tamanho.
Não dá mais para aceitar, em pleno século XXI, que a homossexualidade seja tratada como doença. Um pastor-vereador do Rio de Janeiro chegou a apresentar um projeto para que os jovens que queiram “curar-se” da homossexualidade tenham “tratamento” garantido pelos órgãos públicos. A Sociedade Brasileira de Psicologia ficou estarrecida e desaprovou o ingresso dos seus profissionais nesse programa. Já está na hora de as pessoas se informarem e deixar de lado aquela visão pejorativa e anormal do homossexual: conheço vários, tantos homens, quanto mulheres, que são pessoas maravilhosas e inteligentes. E eu apoio a causa mesmo, são pessoas que merecem respeito.
Outra polêmica é quanto ao não-uso da camisinha e o sexo para fins reprodutivos. Não deveria nem perder meu tempo comentando isso, depois de tanto estudar Schopenhauer, de ler sobre Foucault e Freud posso dizer que fazer sexo é tão natural quanto beber água (só que é beeem melhor). O risco de contrair alguma doença já coloca a camisinha como utilidade pública.
O tema da Campanha da Fraternidade ano passado foi: Escolhe pois a vida. Tratava de toda essa polêmica do aborto e métodos contraceptivos. Lembro que no início do ano passado comentei com a Dayane sobre a campanha porque precisaria falar dela e eu não era engajada com a Igreja; ela me contou que era a respeito de tudo que eu era contrária. Bem, na verdade eu também sou contrária à banalização da vida. Porém sou categoricamente pró integridade física e emocional da mulher. E essa integridade é garantida por lei em: risco de morte da mãe, a não-sobrevida do feto e vítimas de estupro estão juridicamente no direito de intervir na gravidez. Dentro destas três situações eu não afirmo que a mulher tenha que abortar, mas afirmo que ela tenha direito a prosseguir ou não com a gravidez. É uma decisão que cabe a cada caso específico, mas que uma vez tomada será assistida e garantida a sua integridade.
Voltando ao caso, tratava-se de uma criança de 9 anos. Ela estava sendo violentada desde os 6 pelo padrasto, e o agressor também admitiu a violência contra a sua irmã mais velha de 14 anos. Só de olhar para qualquer criança com essa idade a gente percebe que não há a menor estrutura para se prosseguir nessa gravidez. Em se tratando de gêmeos, como no caso, potencializam-se os riscos sobre a mãe. A menina foi violentada, tinha 9 anos e 2 fetos e decidiu-se (a mãe, no caso) pela interrupção da gravidez. A menina seria encaminhada a um serviço de atenção às mulheres violentadas e o padrasto-agressor foi preso.
Não bastasse passar por todo esse drama, surge polêmica ainda maior vinda por parte da Igreja Católica. O arcebispo de Olinda, dom José Cardoso Sobrinho diante do crime hediondo (aqui estamos falando do aborto) resolveu por excomungar a menina, toda a equipe médica e todos os envolvidos no procedimento. Além de ofendida pelo que aconteceu, eu me sinto idiotizada (se é que existe essa palavra) pela Igreja Católica. Um arcebispo não sei de onde, e agora toda a cúpula Católica, se prestam a argumentar o inargumentável. A mesma Igreja Católica que gastou fortunas com indenizações a crianças também violentadas.
Acho interessante que nem eu, nem ninguém de nós que escolheu algum deles para nos representar. E isso faz com que toda essa hipocrisia da Igreja perdure, porque se o povo estivesse agindo diretamente, isso seria bem diferente. Dias atrás um bispo inglês (que servia na Argentina) deu uma declaração que na Segunda Guerra Mundial, não havia câmaras de gás e nem foram tantos os judeus que morreram. Isso foi um rebuliço tão grande que a sociedade (por conseqüência fez com que a Igreja) o obrigar a retratar-se. Faço minhas as palavras da Dayane: “o problema não é dos fiéis, mas sim da cúpula da Igreja”.
Quanto ao padrasto, o agressor: ele rezou uns 5 pais-nosso, umas 5 ave-marias e está perdoado...
Amém
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Cada cabeça é um mundo
domingo, 13 de julho de 2008
Decepção
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Bonzinho só se fode
terça-feira, 1 de abril de 2008
Alguém pode me explicar?
O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor
O que você não pode, eu não vou te pedir
O que você não quer, eu não quero insistir
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, imposível de encontrar
Mas, quando o neon é bom
Toda noite é noite de luar
No táxi que me trouxe até aqui Julio Iglesias me dava razão,
No clip Paul Simon tava de preto, mas na verdade não era não
Na verdade nada é uma palavra esperando tradução
Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina
O fogo ilumina muito por muito pouco tempo (muito pouco tempo)
Em muito pouco tempo (hei) o fogo apaga tudo
Tudo um dia vira luz
Toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos
Ontem à noite eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio num precipício
Era o meu corpo que caía
Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
Ontem à noite eu conheci uma guria que eu já conhecia
de outros carnavais com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
No início era um precipício um corpo que caía
Depois virou um vício (Foi tão difícil) acordar no outro dia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
Será que alguém poderia me explicar o que significa essa música? Ou melhor, eu até sei o que significa... Só queria entender o que uma pessoa espera quando se oferece uma música como essa. Eu até já consegui compreender (um pouco) Kant; mas assimilar o por quê que algumas pessoas insistem em ficar mexendo na merda é complicado. Acho que nem o Schopenhauer explica!
Chupa essa manga Dayane!! Vê se me dá uma luz!
Ô Alce Arafat, vê se me entende agora: nem senso-comum, nem surtado!!!