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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Um rápido feedback

Chega o fim do ano e já começa aquelas de fazer retrospectiva. Só lembro a Elvira e sua célebre teoria de que a vida é uma sucessão de natais...
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Em 2010 eu...
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Perdi oportunidades,
Cheguei tarde demais em outras,
Tive medo,
Desisti no meio do caminho,
Perdi boa parte do que eu tinha de bom junto com minha sobrinha,
Fiquei mais chata e implicante...
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Este ano pisei em rastro de corno, certeza!
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Bom, enfim, não perco muito do meu tempo lamentando por mim mesma. Houve bons momentos também, só não estou lembrada agora (brincadeira!). O próximo ano vai ser ímpar e, mesmo que isso não queira dizer absolutamente nada, já gostei de 2011 e as coisas vão melhorar.
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Sem falar que domingo e segunda estarei com meus queridos no meu lugar mais querido tomando cerveja, comendo churrasco, balançando numa rede de frente para o mar, ouvindo boa música e ótimas conversas. Existe coisa melhor?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Seguindo a vida

É difícil se conformar com esse mundo injusto. Vou tentando levar a vida como antes e ocupar minha cabeça ao máximo com outras coisas. Mas o vazio sempre vem e dói demais. Tenho saído, rio e brinco numa tentativa de não lembrar a realidade. O que me conforta é ter os meus amigos comigo.
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Também venho pensando muito nas minhas atitudes e no quanto perdi tempo alimentando raivinhas, me chateando com pessoas e sendo intolerante. O tipo de coisa que mais detesto nas pessoas era no que eu estava me tornando. Precisou de uma tragédia assim para eu lembrar que o rancor é pior para quem sente. Garanto que estou me policiando.
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Nesse feriadão fui pra COFECO com Dayane, Luis, Elvira, Tramontini, duas amigas da Daya, uma delas com uma filha. Era uma turma relativamente pequena, pegamos uma das melhores casas (era na fileira B, mas também dava pra ver o mar da varanda) e foi bem tranquilo. Não poderia perder a oportunidade de estar num dos meus lugares favoritos e não poderia deixar de comemorar o aniversário da minha amiga Elvira.
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Por estarmos apenas nós e por toda a intimidade entre a gente, pudemos conversar muito. Muitas conversas e conselhos sentados na areia da praia hora com a Elvira, hora com a Daya, hora com as duas. Muito choro também, por que não, para libertar a alma com uma lua linda de fundo. Risos, piadas, brincadeiras, bebedeiras e o amanhecer na praia também porque ninguém é de ferro!
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Também não posso esquecer o aniversário surpresa da Elvira do domingo para a segunda onde um boi quase estraga tudo. Explico: a Elvira foi tirar um cochilo na varanda e nos fundos da casa estávamos enchendo balões e fazendo brigadeiro; de repente apareceu um boi na varanda e a Elvira e o Tramontini quase morrem do susto e saem correndo do boi; do outro lado a gente também saiu correndo para ela não ver os balões e estragar a surpresa. Depois foi outro susto quando ela entrou no quarto e viu todo mundo.
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Voltei do feriado mais cansada do que fui, mas valeu a pena demais! Deu para colocar a cabeça em ordem e me dar um estímulo a mais. Foram dias maravilhosos!
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E já estamos de olho no réveillon, pensando na estrutura e tudo mais... Não entro o ano sem meus amigos de novo nem que o boi tussa!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

À procura do meu lugar


Privacidade não é uma coisa que faça muito parte da minha vida, mas já foi bem pior. Bem pior mesmo! Minha família é bem grande, são 11 tios por parte de mãe e outros 10 por parte de pai (é, não havia eletricidade no sertão dos meus avós...), minha casa é bem grande, resultado: sempre tem gente por aqui.

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Desde a infância eu bolava lugares para ficar sozinha. A princípio era só para me esconder enquanto escrevia em meu diário, depois os diários evoluíram um pouco e viraram cadernos onde não só eu escrevia sobre passagens minhas, como era um meio de guardar as minhas reflexões e indagações.

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Quando eu era bem criança, me escondia debaixo da cama ou dentro do guarda roupa. Debaixo da cama era desconfortável demais, fui logo para o guarda roupa. Acredite, eu conseguia ficar sentada dentro da minha parte e fechar a porta. Muito sem noção!

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Aos meus 11 anos, sei lá, nos fundos de casa, parede com parede com o mercantil que o meu pai tinha, havia uma construção de uma casinha pequena e inacabada (minha mãe terminou a construção de lá deve ter uns 6 anos apenas) e a gente chamava de apartamento. No apartamento, as paredes eram riscadas, tinha brinquedo por todo canto e sempre que eu ia brincar de casinha com a minha irmã desistíamos depois que terminávamos de arrumar tudo. Quando queria ficar sozinha, ia pra lá à noite. Depois eu tive que mudar de esconderijo mais uma vez porque um primo veio morar em casa e ficou lá, mesmo sendo tudo inacabado. Anos depois, o apartamento foi cenário de outras coisas...

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Outro esconderijo que tive foi na laje de casa. Havia a idéia de construir em cima e tinha uma escadinha pra subir. Durante anos vim em cima de casa para escrever, ou simplesmente ficar deitada olhando as estrelas. No Réveillon eu ficava acordada e ia pra lá para ver o sol do primeiro dia do ano. Eu tinha até um nome pra lá, mas não consigo me lembrar, depois procuro num dos cadernos.

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Depois que eu entrei na universidade, ficava meio ridículo subir em cima de casa, ir para construções inacabadas... Eu tinha autonomia para sair quando quisesse ficar só, então saía. Acho que eu já devo ter comentado aqui o saudosismo que eu tenho do Dragão do Mar, lá era o meu lugar. Passei uma época maravilhosa e produtiva. Eu dava aula apenas duas vezes por semana e, quando estava livre, ia para a Biblioteca Pública para estudar e escrever as minhas reflexões, depois ia tomar um café, ou descia para um chope, às vezes assistia aos curtas que passavam de graça 18h. Aí, me encontrava com a Dayane e a Elvira que trabalhavam na Caixa da Pessoa Anta e pegava carona com elas pro CH. Nos dias em que eu não estava muito bem, ia até a ponte metálica e ficava lendo o que havia escrito antes na biblioteca.

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O Dragão do Mar, além de ser o lugar em que eu gostava de ficar sozinha, era o meu lugar com a galera. A turma sempre se reunia por lá para ir ao Bixiga; o pessoal do trabalho das meninas sempre fazia happy hour nas sexta no restaurante Dragão do Mar (e eu sempre tava no meio); as quintas de reggae na Órbita em que mulher entrava de graça. Muitas histórias cômicas e trágicas: meu aniversário e da LaBelle na galeria do Tota; o famoso “beba do meu sangue” no bar do Avião (acho que foi lá); os namoros feitos e desfeitos. Sem falar do manual da paquera: fazer de conta que alguém da mesa está fazendo aniversário para chamar atenção para a gente, os garçons do Bixiga já chegavam perguntando de quem era a aniversariante da noite. E o manual da paquera na Biblioteca, que só conto para as íntimas, método 100% eficaz!

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Sempre que estou no Dragão me vem uma energia boa dessa época. Hoje pensei em ir pra lá, mas por conta da greve de ônibus não deu (merda). Daí, lembrei que atualmente eu não tenho nenhum lugar para chamar de meu. Só escrevo em frente ao computador e não é nada tão reflexivo assim. Não pensar sobre os problemas nos faz ter a sensação que não temos de encará-los e já tem um tempo que eu ando covarde.

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Hoje me vi com a necessidade de um novo esconderijo, um lugar novo para eu ir e ficar só com os meus pensamentos. E venho sentindo, cada vez mais, que esse lugar não faz parte de nenhum que eu conheça.

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À procura do meu lugar...

domingo, 8 de agosto de 2010

Sobre o dia dos pais

Acho o twitter engraçado porque as pessoas estão o tempo inteiro dando sua opinião sobre qualquer coisa e, como você também tem seu espaço para escrever o quiser, vem logo a vontade de comentar o assunto. Se você concorda retuíta, se não, coloca tudo pra fora em 140 caracteres.

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Hoje se comemorou o dia dos pais, aí um monte de gente escreve para dar um beijo no pai; quem brigou faz as pazes; etc, etc... Deu vontade de eu escrever também! Mas escrever o que? Poderia dizer para aproveitarem mais os seus pais em vida, já que o meu se foi há 9 anos... Bom, na verdade mesmo, não posso dizer que a perda do meu pai foi um drama que eu não superei. A saudade e a lembrança existem, mas não sinto dor pela ausência.

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Sem dúvida, essa falta de dor da minha parte se deve a todo o esforço que minha mãe, dona Maria, fez e faz pelos seus 4 filhos (agora, com uma netinha). E também não posso deixar de falar da presença inexorável na minha vida de meu irmão Alexandre. E acabei colocando no twitter o quanto sou grata pela minha referência masculina ter sido uma pessoa como ele.

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Passei o meu domingo de dia dos pais com meu querido irmão. Fomos ao cinema assistir A Origem (adorei, por sinal), depois demos uma passada pela livraria Cultura para dar uma olhada nos livros. Voltamos para casa com um Box de 8 DVDs do Kubrick que a gente rachou. Não poderia ter sido melhor.

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Eu sei que ele fica tímido quando eu me refiro a ele desta maneira. Fala que eu escrevo essas coisas porque eu sou generosa; que ele não tem nada de especial. Para mim, ele é sim muito especial. Ratifico tudo o que escrevi neste mesmo blog há quase dois anos neste post: Meu Heroi

http://www.sedeinfinito.blogspot.com/2008/09/meu-heri_01.html
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Xandinho, amo você!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Julho: Arraiá, Copa, Férias e outros!

Por total falta de logística, este ano, infelizmente, não houve Arraiá dos Babies. Fiquei arrasada... Mas em compensação tinha o Arraiá da rua do Luís e eles resolveram montar uma barraca para arrecadar dinheiro para pagar a banda que vai tocar no casamento. A Elvira levou um bolo de chocolate (o primeiro que acabou), Dayane fez o vatapá, levei arroz, a mãe da Isabela também deu um bolo, tinha cerveja e ficamos ajudando a vender na barraca. Cada pessoa que ajudou tinha direito a pedir uma música para a banda. Foi um sucesso!

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Eu que imaginava que a copa ia ser zoação geral no mei do mundo me enganei demais. Na verdade, eu nem me empolguei, de todos os jogos assisti a 2 inteiros: um aqui em casa e outro no Luis. Mas, verdade seja dita, o jogo que assisti nos meninos valeu pela copa inteira, não pelo jogo em si (até porque foi o jogo em que o Brasil foi eliminado), mas sim porque fazia tempo que não me divertia tanto como naquele dia (e naquela noite...).

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Sinceramente, achava que amizade de verdade em ambiente de trabalho era uma coisa que não dava certo... Que bom que eu estava enganada! Uma dessas raras amigas optou por mudar de ares a partir do próximo semestre e organizamos uma festinha surpresa pra ela. Não era uma despedida, ela vai continuar sendo uma grande amiga, apenas não vamos mais nos encontrar com a mesma freqüência de antes. Muito sucesso no seu caminho, querida Paula!

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Uma das coisas mais legais que tenho feito este ano é tentar ir ao cinema pelo menos 1 vez por mês, tinha decidido ir toda semana, mas a p*#@ do Iguatemi acabou com a promoção de 3 reais... Era um hábito que eu tinha perdido, ia (quando muito) umas duas vezes por ano, uma heresia... E estou achando tão massa que estou pensando em colocar um tópico à parte no blog comentando os filmes que assisto. Bem, é só uma idéia, não tenho pretensão de dizer o que é bom e o que é ruim (não tenho nem conhecimento suficiente para isso), mas queria sim dizer a emoção que me passou ou uma reflexão que tive ao ver determinada cena. O meu filme de Julho foi “Tudo pode dar certo” (Whatever works, Woody Allen), muito bom mesmo!

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E para carimbar o meu mês de Julho no tópico de momentos marcantes de 2010 está chegando a hora da minha viagem a Jericoacoara. Sempre quis conhecer essa praia! O pré-viagem já está sendo uma loucura, decidi ir em cima da hora, dificuldade pra arrumar pousada barata pra todo mundo, dezenas de e-mails trocados acertando detalhes, desde a hora em que vamos partir, ao lugar que vai rolar mais promiscuidade! Um frio na barriga básico por ser a novata da turma, embora já conheça a todos... Mas todo mundo é meliante, como diria a Babita!

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Ansiosa, ansiosa, ansiosa!! Não vejo a hora de chegar sexta feira!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O riso da vida

Uma pessoa que me emociona ao vê-lo reger (ou tocar) é o maestro João Carlos Martins. Ele  me toca não só no sentido da transcendência de sua música como por sua história de vida também.

Lembro que dia desses, em mais um daqueles momentos em que me encontro com o pessoal para beber e conversar besteira, era também final da novela ‘Viver a Vida’. Quando começou a novela, nós (as meninas) fomos correndo para uma televisão para assistir ao último capítulo. Não foi lá grande coisa (tirando uma doida que ficou com dois caras...), mas o ponto alto foi o depoimento final. Esses depoimentos ficavam sempre naquela auto-ajuda, era meio chato, mas quando vi que quem iria falar era o maestro, soltei: a história desse cara é foda! E mais uma vez parei pra ouvi-lo, e mais uma vez me emocionei.

 

Se me perguntarem no que mais temo me tornar, categoricamente respondo que é numa pessoa ressentida. Eu considero a condição mais deprimente que o ser humano pode chegar. E é tão difícil fugir disso... A gente convive com tanta injustiça, ingratidão, falta de companheirismo e de caráter das pessoas que a tentação do rancor fala mais alto. É dificil não se influenciar quando alguém ou algo nos faz mal; mas, por outro lado, é penoso uma pessoa que vive em função desse mal.

Este preâmbulo todo foi para dizer que hoje estava zapeando na TV e vi o maestro João Carlos num programa ruinzinho pra caramba do Edu Guedes (quem por si só, já é ruim pra caramba), em que ele cozinha para o convidado enquanto o entrevista. Parei para assistir, por causa do maestro, óbvio.

Em determinado momento, o maestro conta que após perder os movimentos de uma das mãos, procurou um pai de santo que o disse para que não se preocupasse que, em breve, os movimentos estariam tais e quais ao da outra mão. Por fim disse que o pai de santo estava certo, um tempo depois, ele acabou perdendo os movimentos da outra mão... E tudo isso era contado entre gargalhadas.

Uma pessoa que, apesar de toda a desgraça, apesar de todo o sofrimento, consegue, humildemente, rir de si mesmo merece aplausos. Mais ainda que os 8 minutos do Carnegie Hall em Nova York.

Genial!!





***Tem um outro vídeo em que ele toca piano no programa do Jô com a mão direita quase fechada que é lindo! Depois procuro.

sábado, 8 de maio de 2010

O Choro

Normalmente não gosto de programa de opinião, mas tem um em especial que eu acho uma droga: o ‘Viva Fortaleza’ da TV ‘O Povo’. Na verdade o programa também trata de cultura, lazer, etc.. Mas na bendita quarta-feira tem uma roda de mulheres debatendo sobre temas aleatórios, meu, só se ouve besteira. Ficam umas 5 mulheres com toda a pose e uma conversinha de salão de beleza.



Eu me incomodo porque eu acho que os temas abordados podem gerar uma discussão bacana e fica uma querendo aparecer mais que a outra. Tem a que ser a intelectual, a descolada, a sensível, a loucona; e a conversa acaba que não serve de nada para o mundo prático, fica só naquele mundinho idealizado.


Dia desses estavam falando de ‘mudança’ aí a criatura fala que detesta mudar: vai aos mesmos lugares, pede sempre a mesma comida.. -Bom, no meu entendimento o nome disso é TOC, mas vamos adiante.- Já a outra disse que está sempre mudando o cabelo, o caminho de voltar pra casa... -???- Enfim, mudar não é ter um cara que gosta de rock e troca por sertanejo –até porque isso nunca vai acontecer!- é o cara abandonar tudo e correr atrás do seu sonho, é partir conscientemente para outra realidade.


Essa semana elas estavam falando por chorar, evidentemente elas falaram um monte de bobagem, mas eu fiquei de quarta pra cá pensando na minha relação com o choro. O início da minha adolescência foi uma fase bem chorosa pra mim. Não pelo estigma de ser adolescente, mas dos meus 11 até uns 15 eu fui começando a ter consciência de como o mundo é cruel (principalmente as pessoas), um dia ainda escrevo sobre isso. As pessoas que conheci foram fundamentais para o que sou hoje, mas elas nunca teriam entrado na minha vida se eu não soubesse desde os 11 que eu não queria ser igual à maioria.


Chorei muito até uns 15/16 anos sozinha. Depois eu fui cultivando as minhas primeiras amizades e o fardo foi ficando mais leve e eu passe a chorar menos. Ter uma pessoa com quem você possa conversar faz toda a diferença. Não tenho mais contato com meu primeiro amigo desde que deixei o colégio, mas ainda tenho o mesmo carinho por ele.


Chorar por paixões é típico. Aí você conhece alguém por quem sofre horrores, depois termina e no lugar do coração fica um bloco de gelo. Mas é igual a vulcão: quando você acha que já está inativo pra sempre, começa tudo de novo.


Um dos amigos com quem eu mais aprendi falou que só se conhece um homem quando ele chora na sua frente porque assim ele fica completamente desarmado. Um tempo depois ele chorou no meu ombro e depois disso eu fiquei com aquela sensação que eu tinha um amigo pro resto da vida. Pode-se dizer, então, que o que ele falou é verdade.


Choro fácil, fácil vendo os outros chorarem. Se for um momento em que eu tenha que passar força pra alguém eu tento disfarçar. Mas se for algo emocionante deixo as lágrimas escorrerem.


Também choro com uma música bonita (como a última que eu postei); com livro (já chorei várias vezes com o ‘Clarice,’ que estou lendo atualmente); com filme (quase me acabo de chorar com a despedida entre o Carol e o Max de ‘Onde vivem os monstros’); com as vitórias dos meus amigos; com as alegrias; com os sorrisos; surpresas boas; palavras carinhosas.


Agora não consigo chorar em brigas, bate boca, momentos tensos... Fico extremamente séria e mesmo que a outra pessoa com quem eu esteja discutindo chore, não consigo derramar uma lágrima e acaba parecendo que eu sou uma pessoa fria. Difícilmente eu choro se me acontece algo ruim, se estou num mau momento. Não sou insegura e nem lembro de ter chorado por nervosismo, mas no ano passado isso me aconteceu duas vezes quando estudava para o concurso. Em geral não costumo me abalar em situações assim.
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O passar dos anos fez com que eu me tornasse um pouco mais sentimental com o mundo e muito menos comigo mesma. Não sei explicar essa frase que acabei de escrever, mas é como se eu aceitasse o que acontece comigo e não o que acontece com os outros.
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No debate do programa uma menina, que eu considero a mais boba de todas, falou uma coisa que achei interessante: "Chorar é uma forma de ser honesto consigo mesmo". Achei isso legal. Pena que as pessoas não sejam honestas; chorar não é desequilíbrio ou fraqueza, é um momento de transcender.


Vou terminando por aqui que já chorei umas três vezes escrevendo isso e me lembrando dos momentos que passei. E se não for pedir muito, chorar só por coisas boas (ouviu Alce)!
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domingo, 25 de abril de 2010

Pacata Cidadã

As coisas, de uns tempos pra cá, têm ficado meio pacatas. Uma vez ou outra saio pra comer fora, uma vez ou outra saio pra encontrar as meninas, e só. E não estou achando isso ruim.
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Esse fim de semana ia rolar o show da minha banda favorita daqui (que toca só esporadicamente, infelizmente), a Killer Queen, e havia semanas que eu estava me preparando pra ir. No fim das contas, deu 18h e eu ainda não tinha tido a confirmação se ia rolar de ir mesmo. O tempo foi passando e eu já estava torcendo pra ninguém mais querer ir só pra não ter que levantar, me arrumar, me maquiar...
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Acho engraçado como tem gente que se incomoda quando você não está a fim de sair. Já tem gente me chamando de Xandi (em alusão ao meu irmão que não é muito de sair de casa). Não é questão de não querer sair, a questão é que eu quero sair pros lugares que eu estou com vontade de ir. Não adianta pensar em ir pra uma noitada super-hiper-mega animada se eu vou estar preocupada com as coisas que eu tenho a fazer no outro dia. Aí se você não sai pro lugar que todo mundo vai é porque você não gosta de sair, é velho, é chato, blá, blá, blá...
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Bom, na última segunda, fomos Xandi e eu (os chatos) ao cinema ver um dos filmes mais lindos que assisti: ‘Onde vivem os monstros’*. Mas não vou contar que eu adorei e que me diverti muito porque eu não gosto de sair...
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Valeu muito mais do que ir numa festa com música alta e bebida. Mas como não é uma coisa que, a princípio, os outros fariam, não vale...
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Pra mim vale!... Muito!
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* A quem interessar possa, o filme é uma adaptação do livro infantil ‘Where the wild things are’. Fala da fantasia do menino Max de ser um herói para que ele finalmente tenha a atenção que ele acha que ele merece ter; e a conscientização de que ele é só um menino. Eu recomendo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Carnaval 2010

O carnaval desse ano foi na paz. Não lembro a última vez que passei tantos dias numa tranquilidade tão grande. A mãe e a Aline viajaram e fiquei só com o Alexandre.
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Basicamente: dormia quando tinha sono; comia quando tinha fome; acordava a hora que queria sem a preocupação de ter que arrumar a cama. Todo dia colocava o rádio na cozinha e ficava cantando enquanto preparava o almoço, uma terapia. Fui só uma noite pro buffet dos babies e voltei pra casa logo que ficou chato.
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Não fui ao carnaval da PI. Na verdade, eu até ia no dia do Zeca Baleiro. Me arrumei, me maquiei com a minha sombra-glitter dourada, me perfumei... Aí rolou um imprevisto e não deu! Fazer o quê... Depois fiquei pensando em todas as coisas que não deram certo esse ano que mal começou (algumas degringolaram drasticamente). Enfim, depois de me maldizer desse mês e meio que passou, pensei: quanto das coisas que eu planejo que realmente dá certo? Bem pouco!
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Eu não fui reclamar que o ano passado eu só trabalhei-feito-uma-louca e não aconteceu nada? Pois bem, o Alce escutou direitinho... Estou eu aqui com a minha vida cheia de nós para desenrolar! Só espero que o Alce também tenha escutado que eu estou esperando o meu moreno de 1,80m.
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Coisa boa é que o Xandi baixou o novo cd da Sade e eu escuto o tempo todo. Então, vou aumentar a lista da campanha me dê um presente legal: pode ser o livro ‘Clarice,” do Benjamim Moser; ou o cd novo da Sade. Anotaram?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Assalto

“A gente coleciona assaltos.” Frase que a Dayane falou na delegacia enquanto esperávamos para registrar um boletim de ocorrência. O pior é que, apesar de ser bizarro, é a pura realidade.
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A primeira vez que sofri um assalto, eu tinha uns 19 anos. Uma prima minha de São Paulo veio morar aqui em casa e, um belo dia, a gente estava sem fazer nada e resolvemos ir à praia. Era um dia da semana e a praia estava quase vazia, quando a gente estava indo até a parada de ônibus pra voltar pra casa, vieram dois caras e levaram as nossas bolsas. Não tinha nada de valor, mas tive que refazer os meus documentos.
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Aí, o tempo passa e você começa a achar que tem superpoderes, nada vai acontecer com você. Se eu fizer um apanhado da minha vida, já dei muito mole, muito mesmo: vinholadas e calouradas loucas em que voltava pra casa sozinha de ônibus; as noites viradas no mei-do-mundo e amanhecer o dia no pior boteco do centro. Coisas que eu tenho muito a agradecer ao meu querido guia espiritual (Alce) por ter mantido a minha integridade física (a integridade moral, nem tanto...) por todos esses anos.
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Aí na segunda feira (18) saí com a Dayane e a Erika para procurar vestidos e acessórios para usar no casamento do Tilso. Um dia comum: andamos por shoppings, Mons. Tabosa, comemos sushi, paramos no Pereira pra tomar cerveja e conversar um pouco.. Já estávamos seguindo cada um para as suas casas e demos uma passadinha para pegar o Mano. Na hora que paramos o carro vieram dois caras, um armado, assaltar a gente. Foi um terror: o cara ficava dizendo que ia atirar o tempo inteiro, foi horrível...
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Sabe o que é pior, é que os caras estavam indo em direção a um taxi que estava parado um pouco mais à frente, mas quando eles passaram por nós, resolveram que ia ser a conosco mesmo... Lugar errado, hora errada. Depois o FDP do taxista, que viu tudo ficou lá... É f# essa minha mania de pensar que as pessoas agiriam como eu agiria, no mínimo, eu ia perguntar se estava tudo bem, se estavam precisando de alguma coisa...
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Parando pra pensar, a gente deu sorte em algumas coisas: O Mano não saiu na calçada enquanto os assaltantes estavam lá, não levaram o carro, o cara não percebeu que eu estava cheia de coisas atrás que a gente tinha acabado de comprar. E as coisas que eles levaram nas bolsas eram coisas que só tinham valor para nós mesmas: meu celular quebrado, um livro, a calça jeans da Dayane, o perfuminho que eu tinha dado pra Erika no natal. Não tínhamos dinheiro... Só a Erika que tem que tirar os documentos novamente e teve que cancelar todos os cartões e cheques.
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Não quero dar uma de coitadinha e dizer: poxa, eu e as minhas amigas batalhamos tanto; nos preocupamos tanto com as minorias e injustiças sociais; a gente consegue um pouquinho a mais com tanto esforço; por que foi acontecer logo com a gente?... Não é que não devia ter acontecido isso comigo, não devia acontecer isso com ninguém! A Erika tem a “bolsa do ladrão” com um monte de besteira, dentro do carro; infelizmente ela estava com a bolsa de uso normal no colo e acabaram levando-a. Parece ridículo você contar com a possibilidade de ser assaltado e ter outra bolsa para eles levarem; e o pior é que é necessário.
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Bom, essa já valeu pelo “susto-do-ano” e pelo “teste-de-paciência-do-ano” (passamos 2h na delegacia pra fazer um B.O.). Que venham coisas melhores para este ano!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mais de mim

Vou escrever um pouco sobre mim. Vi no blog de um amigo meu um disparate (é o noooooovo!!) e resolvi respondê-lo aqui no meu e acrescentar algumas informaçõezinhas. O resultado é este aí...
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Nome?
Amanda Soares Melo
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Quantidade de velas no teu último aniversário?
25, demorei um tempo pra apagar todas. Adoro comemorar aniversário com todas as velas a que tenho direito. Já estou pensando na minha próxima comemoração
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Tatuagens?
Não. (ainda...)
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Piercings?
Tive um no nariz. Amava meu piercing, era lindo mesmo: uma lua em ouro branco. Uma vez tirei pra limpar e perdi, acho que o meu furo até deve ter fechado. Mas pretendo recolocar.
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Já ficou bêbado?
Esse mês ainda não. Mas o réveillon ta chegando!!
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Já chorou por alguém?
Muito! Tanto que hoje em dia não consigo mais chorar em situações tristes. Hoje choro apenas por felicidade ou emoção.
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Já esteve envolvido em algum acidente de carro?
Quando eu era criança um cara bateu na traseira do carro do meu pai quando ele estava indo deixar eu e meus irmãos no colégio. Minha irmã cortou um pouco a cabeça, mas, de resto, foram só danos materiais. Acabei perdendo a minha prova de informática.
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Já viveu situação de perigo?
Quando criança, quase morri afogada na praia, Xandinho quem me salvou, me lembro de tudo. Também fiz muita coisa em que eu poderia ter me dado muito mal. Às vezes fico pensando como o meu guia espiritual (Alce) é bom por nunca ter me acontecido nada.
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Música preferida?
Não tenho. Também não entendo como tem pessoas que respondem perguntas assim na lata. Esse negócio de achar ‘a melhor coisa’ deve ser muito bem pensado. Não consigo gostar de uma mesma música (ou livro, ou filme, ou ator, ou qualquer coisa) por muito tempo. Sou de épocas: teve uma em que eu estava fissurada por Marina Lima, hoje não consigo ouvir uma música inteira. O que faz eu gostar ou não de alguma coisa é a lembrança que isso me traz e eu estou sempre procurando novos autores, novas sensações, não pra escolher um (ou dois, ou três).
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Filme preferido?
Ler resposta: Música preferida
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Flores
Acho lindo, mas nunca ganhei. Bom, eu quase ganhei... Mas é outra história, quem sabe eu conto...
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Quem dos teus amigos vive mais longe?
Meus grandes amigos são próximos a mim, felizmente. Esse negócio de amigos e distância é muito relativo: embora eu more na mesma cidade que todos os meus amigos não os vejo tanto quanto gostaria. Tem alguns que conto nos dedos da mão quantas vezes os vejo por ano, mas nem por isso eles deixam de ser importantes e presentes na minha vida.
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Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender?
Só atendo telefone se eu achar que é algo importante, ou que vale a pena, ou se eu estiver de bom humor. Não gosto de telefone, acho inconveniente: você pode estar ocupado, cansado, ou simplesmente não que falar com ninguém. Orkut, e-mail, twitter, mensagem é o que há: não importuna a pessoa e você responde quando der vontade. Outra coisa, prefiro marcar alguma coisa e conversar pessoalmente do que ficar no telefone regulando a mixaria do bônus da OI. Normalmente meu telefone fica esquecido por aí tocando milhares de vezes. Agora tudo muda de figura se é pra falar com “aquela” pessoa, aí vale até ficar com o celular do lado e conversar horas pela conferência que você pediu pra sua amiga fazer.
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Pior sentimento do mundo?
Me poupe... Ninguém vive sem sentir ódio, sem mentir, sem ser falso como chefe FDP... Esse papo de ser bonzinho e auto-ajuda me cansa. Agora, acho que merece a morte quem sacaneia com quem não pode se defender.
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Melhor sentimento do mundo?
Admiro quem é nobre sem pretensões de ser o ‘bonzinho’ que leu no livro de auto-ajuda que tem que se amar ao próximo. Admiro mesmo quem ainda acredita no caráter, na justiça, no respeito sem querer nada em troca.
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O que uma pessoa não pode ter para ficar com você?
As minhas amigas dizem que eu vou acabar sozinha porque eu sou seletiva demais, mas na verdade eu não consigo imaginar nenhuma característica que me faça desistir de uma pessoa no ato. Preferencialmente eu procuro um cara que tenha o que dizer, mas eu passei mó tempão com um bocó...
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Qual o primeiro pensamento ao acordar?
Vou me atrasar de novo!
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Qual o último pensamento antes de dormir?
Por que não fui dormir cedo?
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Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?
Como diria a Dayane: uma personagem do Manoel Carlos, multimilionária, gostosona e casada com um galã, que passa férias na Europa, finais de semana na casa de praia e caminha no Leblon.
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Qual livro vc está lendo?
‘Livro do desassossego’ do Fernando Pessoa. Minha nova mania é ler livro pela web.
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Uma saudade?
Da minha infância
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Uma característica?
Minha autoconfiança: às vezes é um problema sério.
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Decepções que tive em minha vida…
Já decepcionei e já fui decepcionada, como todas as pessoas... Com o tempo você compreende melhor as circunstâncias e as pessoas e passa entender melhor a dinâmica do mundo. Foda é querer ficar se fazendo de vítima porque aquela pessoa não era aquilo que você imaginava.
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Programas de TV que assistia quando criança?
Assisti a todos os saudosos desenhos da manchete e globo. Assistia MTV, mas só me lembro do Interligado, do Beavis and Buthead e do garoto enxaqueca. Mas eu amava Castelo Rátimbum, X-tudo, Anos incríveis e (o meu Best!!) Confissões de Adolescente.
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Programas de TV que assisto hoje?
O que estiver passando à noite.
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Formas diferentes que me chamam
Pergunta queima filme... Amandinha, Amandita, Mandinha, Mandocas, Amandation, Mika. Dayane e Elvira me chamam carinhosamente de piriguete, gatovéi, cutruvia, canelau...
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Comidas Favoritas
Qualquer comida bem feita. A da minha mãe.
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Eu nunca..
Já fiz muita coisa, mas me sinto uma freira quando brinco de eu nunca com uma amiga.
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Meu lugar é
Praia e Dragão do Mar pra relaxar e conversar. Espaço Grill pra dançar e cantar.
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Festa Inesquecível
Minha formatura foi, sem dúvidas, inesquecível. Teve uns risca-faca que eu até acho melhor esquecer. O réveillon de 2007/2008 na Cofeco.
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Presente Inesquecível
Um “abridor” que ganhei da Dayane e Elvira que trouxeram de João Pessoa pra mim. É quase um amuleto e também é parte integrante da turma.
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Lugar em que desejaria estar agora
Hummmm, deixa pra lá...
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Espero que este ano eu possa…
Hummmm, deixa pra lá...²
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Mais informações sobre mim do que estas, só pessoalmente.

sábado, 26 de setembro de 2009

A Chata

Em discussão sobre o que é chato e o que é legal sempre sobressai aquela visão idealizada de coisas boas, felicidade, amigos companheiros, família unida. Tenho a impressão que as pessoas esquecem, ou pelo menos querem esquecer, o que é o mundo real e suas mazelas. Não é uma questão de ser rancoroso ou pessimista, mas a maioria entra numa fantasia e acaba acreditando nela. Quando uma pessoa se mostra de uma forma nua com decepções e medos, acaba sendo um pouco excluída.

Quem se mostra sempre feliz é, na verdade, um solitário. Uma pessoa que não pode contar com outra num momento difícil porque tem que aparentar estar acima de dificuldades. E no outro lado da moeda acontece algo semelhante: quem é amigo daquele cara “legal” não quer ter que exercer a função de amigo mesmo (aquele que conversa, segura a onda, ajuda).
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Com tantas pessoas que vieram e que foram na minha vida aprendi a levar muito a sério a palavra amizade. Meus amigos vão muito mais além do que essa fantasia que a gente veste para parecer uma pessoa melhor e ser aceita no meio dos outros. A gente se mostra como é, com todos os defeitos e falhas; nem sempre aceitando tudo do outro, mas convivendo com nossas diferenças e tentando viver da melhor forma o “apesar de...”.
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Com o passar dos anos aprendi a ser extremamente pragmática, não sei ainda se isso é bom ou ruim, mas com certeza me poupa de discussões que não vão me levar a nada. Detesto bater boca, na maioria das vezes ligo o mute e ignoro um comentário idiota e sem graça, tem certas pessoas com quem não vale a pena perder tempo tentando explicar alguma coisa. Mas por outro lado, tem pessoas que merecem ouvir. Antes eu achava a grosseria inconcebível, mas tem gente que pede pra ouvir algumas coisas.
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E a minha vida segue assim: sem esperar grandes coisas das pessoas e ignorando a maioria delas. Com isso recebi a alcunha de anti-social. Quer saber: sou mesmo! Não gosto nenhum pouco da sensação de estar entre pessoas com quem não tenho intimidade e, muito menos assunto. Não gosto de estar num bar e aparecer uma pessoa que senta logo na mesa sem perguntar se está interrompendo. Não gosto de celular, normalmente não atendo ligação de número desconhecido (no. privado então...) e não atendo se estiver fazendo qualquer coisa que eu julgue importante; adoro bater papo e ficar horas falando besteira, mas prefiro fazer isso ao vivo e, de preferência, bebendo alguma coisa alcoólica.
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Não gosto de conversar absolutamente nada logo cedo da manhã. Acordo em média 5:40 (variando entre meia hora mais cedo ou mais tarde, dependendo do dia da semana), e fico num período de meditação (ouvindo o clássicos do rock da Oi FM) até umas 7h que é a hora que eu chego nas escolas. A minha mãe tinha uma mania besta de ficar no meu quarto falando sobre um monte de coisas (que não me interessam) enquanto eu me arrumava pra sair. Felizmente, agora ela anda dormindo mais. Em um determinado dia da semana eu me encontro com uma professora no trajeto para a escola e eu faço o possível pra sair mais cedo porque não su-por-to mais ouvir as histórias das peripécias da filha adolescente dela.
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Ainda assim eu fico chocada com a facilidade que eu tenho pra atrair gente estranha. Pessoas em filas e em bares são os clássicos. É muita ironia pra uma pessoa só! Ai cara, isso rende tanta história ainda, é cada uma que me aparece (e me acontece)... Quem
sabe eu ainda conto...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Palavras

Sempre gostei muito de escrever, acho que consigo me expressar melhor escrevendo do que falando. Inspirada nuns blogs bacanas de amigos, do meu irmão e de conhecidos, resolvi criar o ‘Sede de Infinito!!’. A minha idéia inicial era a de comentar o que acontecia no mundo e dar minha opinião. Também queria escrever, em uma proporção menor, os posts pessoais. Acabou acontecendo exatamente o contrário!

Me agrada essa questão de escrever coisas sobre o que me acontece hoje e poder repensar sobre aquilo que eu escrevi mais na frente. É o que acontece: embora meu blog seja recente gosto de lembrar as confusões do ano passado e até sinto saudade. E toda essa agitação da minha vida que eu relato acaba me dando a opção de escrever de forma informal e coloquial que eu adoro. Não é que eu não saiba escrever de maneira formal e culta (minhas provas não me deixam mentir), mas a minha maneira de ser combina mais com uma forma despojada de escrever. Não sou, nem nunca fui boca-suja, mas não vejo nada de mais em botar um “porra!” no meio de uma frase, não gosto de frescurinhas. E tudo o que tem aqui é muito a minha cara: feliz ou chateada, agitada ou mais calma gosto de vir até aqui pra escrever qualquer coisa; alguma delas nem posto, fica guardado só pra mim.

Mas essa questão de escrever também sobre o que acontece no mundo ainda esta presente em mim e resolvi aderir ao Twitter! Eu ando bem longe de ser uma pessoa informatizada, sou muito braba em muitos quesitos, então fui perguntar pro meu irmão como se fazia um twitter e como funcionava. Acabei criando uma conta (meu perfil é: amandasoaresm) e achei bem bacana, mas ainda não é o que eu procuro. A gente pode seguir qualquer perfil e qualquer pessoa pode seguir o seu; sua página inicial terá todas as atualizações de quem você adicionou. Você recebe na hora notícias do que a pessoa está fazendo ou do que está acontecendo; pra quem tem celular com acesso à internet pode receber os updates a qualquer momento. Foi relatado que uma das primeiras notícias sobre o terremoto em L’Aquilla foi divulgado via Twitter. Meu irmão, por exemplo, acompanha o ‘The New York Times’, ‘Financial Times’,’BBC’, ‘The Economist’ e recebe algumas notícias primeiro que a ‘Folha de São Paulo’.

Evidentemente, tem vários fakes no Twitter. Tem um que ficou super famoso que é o fake do Vitor Fasano, o cara escreve coisas tipo: “vou pedir um bloody mary no delivery do Rufinus. Ouvi dizer que hoje este fabuloso drinque faz 75 anos. 25 a mais que eu.”. É só besteira, mas o pessoal adora, vou nem mentir que eu também adicionei! O grande problema do Twitter é que só se pode escrever 140 caracteres. É foda! Ainda mais porque eu continuo me recusando a escrever coisas do tipo: xau, hj, Tb, td, vc, pq, bjks...

Não me acostumei com esse negócio de escrever coisas sucintas. Passei um 20 minutos pensando em como escrever em 140 caracteres que eu não tinha ido ao show do Monobloco comemorando o aniversário de Fortaleza e que eu tava triste por não ter ido. Pode até parecer fácil, mas não é! Se tem uma coisa que eu aprendi na Filosofia foi nunca ser clara e enrolar horas pra falar algo!

sábado, 11 de abril de 2009

Teatro Infantil

Uma das tarefas mais difíceis é educar uma criança. Muitas vezes a correria da vida profissional acaba negligenciando e justificando que essa educação fique em segundo plano. Acaba que os professores são os maiores responsáveis por essa árdua missão de incutir valores. Como fazer isso se quando você acaba de dizer uma coisa, a televisão (ou a sociedade) mostra exatamente o contrário? Como pregar a justiça se o que se vê é que se tem de levar vantagem sempre que puder?

O que se vê por aí é desconsolador! Ainda mais quando vemos o que está sendo destinado a essas crianças: muita internet sem o cuidado de saber o conteúdo que elas estão acessando; muito “Playstation” com uma infinidade de jogos de luta. Ninguém (a não ser na escola) ensina aquelas músicas de ciranda, preferem ensinar a dançar o creu porque é legal ver as crianças dançando. (Legal pra quem?) Dificilmente se incentiva a leitura infantil: Monteiro Lobato, Ziraldo, Júlio Verne, quadrinhos. Não conheço hoje nenhuma criança que tenha lido “O Pequeno Príncipe” (Le petit Prince) ou “Meu pé de laranja lima” que eu devo ter lido com 10 e 11 anos e que, mesmo com décadas que foram escrito são muito atuais.

Uma opção que eu acho muito válida e que eu sou apaixonada são as peças infantis. Durante a minha infância eu assisti à algumas na escola e em gincanas encenávamos algumas adaptações de contos infantis. Até hoje eu me lembro de uma fábula do Monteiro Lobato que a gente encenou: O Gato de botas. Bem, aqui em Fortaleza tem um grupo teatral infantil que eu acho perfeito: o Grupo Vemart. Tive o prazer de conhecer o trabalho deles em 2007, pois uma das escolas que eu trabalho é parceira do projeto “A escola vai ao teatro”. O trabalho deles é muito bom: eles fazem adaptações de grandes obras infantis para o estilo de musical. O primeiro que assisti foi “Chapeuzinho Amarelo” (adaptado de Chico Buarque) e depois “Flicts” (adaptação de Ziraldo), foram espetáculos dos mais lúdicos que já vi, é lindo! Todas as vezes eu faço questão de parabenizar os atores. Este ano eles estão encenando “As aventuras de Dom Chicote Mula Manca & Zé Chupança”, uma adaptação de Dom Quixote do Miguel de Cervantes.

Tenho uma sobrinha de 2 anos que eu tenho certeza que iria adorar ir ver, embora ela compreendesse pouca coisa, o universo lúdico e as músicas ficaram registrados, tenho certeza. Só que ela mora com avós paternos dela que sempre têm uma justificativa para que ela não saia de casa, mesmo que seja para ela ir até minha casa (onde a mãe dela mora). Sempre digo que um pouco de boa vontade não faz mal a ninguém e, nesse caso, eu faço um trabalho mental para usar toda a minha diplomacia e deixar passar 99% das coisas que eu escuto. Mas se tratando da avó da minha sobrinha ainda é pouco!

Pois bem, a escola que eu trabalho vai para o teatro na terça-feira e comentei que eu poderia levar a Lulu e que ia ser super legal e seguro (até porque eu estaria lá). Ela falou que eu não poderia levá-la porque ela estaria junto com muitas crianças e ficaria doente... Como disse o meu irmão no comentário do último post: “invejo a burrice porque, esta sim, ao contrário da inteligência, não tem limites!

Sem mais...

sexta-feira, 27 de março de 2009

Minha Preguiça. Ops: Minha Procrastinação!

O meu maior problema, disparado, é a minha Procrastinação. Ainda vou estudar um pouco mais sobre isso, mas numa conversa aleatória com um amigo que manja tudo sobre problemas psicológicos o que eu tenho é uma necessidade de burlar a mim mesma e criar prioridades para as minhas prioridades. Cara, sei que isso de ficar me consultando em botequim é feio, sem falar que não soa nada sério, mas achei algumas coisas interessantes.

Sendo nenhum pouco técnica e, quem sabe até um pouco equivocada, a Procrastinação é o ato de ir deixando as coisas pra depois porque, na nossa cabeça, temos que fazer uma série de coisas antes que são “essenciais”. Tipo: vou estudar, mas para isso tenho que esperar um horário mais tranqüilo; se estou num horário mais tranqüilo tenho que me certificar que estou com todo o material necessário para poder estudar; se estou com o material tenho que fazer um lanche pra que eu não sinta fome na hora de estudar; se fiz um lanche, tenho que ir no banheiro pra que não sinta vontade na hora de estudar... Aí passa-se o tempo e não se faz nada.

No dia em questão, meu amigo me falou um monte de coisa interessante que agora já não lembro bem. Mas lembro que isso acaba gerando um sentimento de culpa. E é verdade: vivo com um monte de coisas pra fazer, só consigo concluir algo com muito sacrifício ou muita pressão e isso dá um mal estar terrível. Tentando me cutucar um pouco, ele disse que Schopenhauer explica: é que vamos adiando as coisas para não sofrermos. Não entendi muito bem porque se adiamos coisas que temos que realizar acaba gerando um estresse, uma pressão e o sofrimento se torna maior; seria muito melhor que nós concluíssemos tudo o quanto antes. Mas ele rebateu dizendo que se temos de realizar algo que não nos traz prazer nos é sofrível e passa-se a criar prioridades em outras coisas mais agradáveis.

Essa semana estava eu com umas coisas pra fazer, mas decidi que ia ler o livro que eu ganhei. Impressionante que, mesmo realizando uma atividade que me rendesse mais prazer, ainda levei 4 dias pra terminar de ler o livro, o que eu faria em 2 dias. Na hora de ler em me lembrava que a leitura me dá um sooooono, e ia tirar um cochilo (coisa pouca, umas 2 horas) pra recomeçar a ler.

Bom, a minha mãe também chama isso de preguiça, e olha que ela nem tem PhD! Quanto ao livro, não sei se é porque eu to meio down e achando que o mundo inteiro é um grandioso nonsense, não entendi porranenhuma!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Quem sou?

No meio de tanta gente que eu conheço, é inevitável que as pessoas tenham impressões diferentes sobre mim. Meus colegas de trabalho; minha família de dentro de casa; minha família de fora de casa; pessoal da faculdade (saudade deles); pessoal do bairro; as pessoas dos mais variados lugares; e a minha turma. Todas essas pessoas têm uma visão minha diferente e todas essas visões são o que eu sou.
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Lembro que passava horas conversando com um amigo no bar da faculdade sobre isso. Ele falava que durante muito tempo ele vivia culpado por achar que ele deveria ser apenas uma única pessoa tanto em casa quanto no trabalho, ou na relação com a namorada, etc. E continuou dizendo que no dia que ele se libertou desse paradigma e viu que era totalmente natural você se moldar ao ambiente em que se está vivendo e ele passou a conviver melhor com ele mesmo. Esse é um tipo de culpa que eu acho que a maioria de nós vive. Na adolescência a gente quer passar uma imagem pra que as pessoas te aceitem e acabam anulando outras coisas que você também é, mas que para aquele grupo não é válido. O problema é que se leva a crise da adolescência para a vida adulta e os adultos são bem mais cruéis com o que é, ou quem é fora dos padrões.
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Também sou chata, grossa, mal humorada, depressiva, ranzinza. E, normalmente, à primeira vista é assim que as pessoas me pintam. E elas não estão equivocadas: eu realmente sou assim. Meus defeitos também fazem parte do que eu sou. A maioria das pessoas nega seus defeitos durante toda a vida. Com aquela preocupação de demonstrar o quanto se é legal e acabam por frustrarem-se. E, é por essas e outras, que acabei me fechando dentro do meu círculo de amigos. Só eles conseguem entender que eu odeio o Augusto Cury (risos); todas essas mensagenzinhas motivacionais, auto-ajuda e afins não estão com nada! O que tem de errado em alguém estar triste?
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Não quero assumir aqui uma posição de pessimista (no sentido pejorativo dessa palavra). Claro que eu adoro que as pessoas façam o que traga prazer, até porque o meu estilo de vida é de estar com as pessoas que me são agradáveis, rir, conversar, brincar. Porém, o que eu ressalto é que a vida real não é só isso: tem injustiça, tem pressão, tem preconceitos, tem maldade. As pessoas com mais sensibilidade sentem isso e se revoltam e ficam mal, isso é natural. Outras já se acostumaram com isso e contribuem para que assim seja sempre e vão em busca de um falso prazer: saem por aí pra pegar a primeira mulher que estiver disponível, trata ela com se fosse um lixo, bebe e vai embora e segue a vida normalmente.
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Fico pensando se as pessoas agem assim porque não querem admitir o que ela é realmente; ou se é porque ela acha que aquilo é mesmo a melhor coisa do mundo. Ou, como diria a Dayane, posso ficar com a opção que tem as duas coisas. Ou ainda tudo o que eu escrevi não faz o menor sentido e, como diria o Alexandre, eu to ficando louca mesmo!!!
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Tem coisas que reconhecemos em nós mesmos somente dentro da nossa introspecção. É quando nós analisamos as nossas atitudes e tiramos as nossas conclusões sobre elas. Mas também considero muito importante a visão que o outro nos dá. Acho muito interessante quando a Dayane ou Elvira falam a visão que elas têm de mim, por exemplo. São coisas de uma profundidade que é até engraçado porque a gente pensa parecido sobre algumas coisas e elas são pessoas que me conhecem como ninguém. Além do que elas me trazem essa perspectiva de fora de mim mesma.
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Mas tudo é de uma subjetividade tão grande que tentar responder ‘Quem eu sou?’ soa tão complicado quanto encontrar a Verdade. Até porque a pessoa que eu “acho” que sou hoje pode mudar completamente daqui a um mês, um ano, uma década... E vai saber se encontrar essa resposta tem alguma relevância. Talvez eu nem fizesse nada diferente

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Lembranças da sala de aula

Só alguns meses longe da Universidade e já boto tudo o que eu aprendi a perder... Bom, na verdade nem tudo! Uma das minhas máximas é que o mundo é a Representação da minha Vontade e, ultimamente, não estava me sentindo tão bem quanto à minha Representação. Pensando um pouco sobre isso, acho que o que anda errado é a interpretação que eu tenho tido sobre a minha Vontade.
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Este ano eu queria fazer diferente, já que ano passado eu andei tão imprudente, diria até irresponsável. Quiz fazer deste um ano mais tranquilo, minimizando os dissabores e potencializando alguns (e menos frequentes) momentos de alegria. Enfim, agora desconsidero (em parte) o que eu pensei pra 2009.
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A grande questão é que ano passado e saí demais e vi que algumas dessas saídas eram fúteis, que eu poderia muito bem me divertir de outras formas sem prejudicar o meu sono pra trabalhar no dia seguinte, sem beber demais, sem gastar demais. Eu queria poder regrar os momento em que eu pudesse me divertir: sair com os amigos, ficar em casa e ir pra uma noitada vez ou outra. Mas esse é o tipo de coisa que não se regra. Racionalmente pensei em épocas em que eu poderia sair e o restante do tempo ficaria em casa, e foi um fiasco. Depositei altas expectativas baseadas no que foi foi bom do ano passado: reveillon; pré-carnaval; carnaval. O reveillon desse ano foi ótimo, mas nada que se compare ao do ano passado; fui pra 1 único pré-carnaval e não fui nenhuma vez pro meu bloco preferido, o Concentra; esse carnaval eu vou ficar em casa. No final das contas eu tanto reclamei que o ano passado foi ruim influenciada apenas nas confusões que houve que, analisando bem, até agora este ano não teve nada de extraordinário (muito pelo contrário). E mais uma vez esquecendo que esse negócio de racionalidade não tá com nada!
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Acho que o que eu tenho que fazer não é ficar em casa e fingir que eu tô amando isso e que é isso o que eu quero. A minha Vontade está onde eu me liberto, onde eu converso, onde eu admiro, onde eu sorrio, onde eu danço, onde eu canto, onde eu grito, onde eu penso. Isso não ocorre necessariamente numa balada, mas também não é necessariamente em casa. É quando eu levo a minha sobrinha na Joice pra ela brincar com a Laís; quando a gente se juntava na casa de um amigo pra conversar; quando eu ia nos fins de tarde tomar 2 cervejas e 1 feijão com a Érika pra colocar o assunto em dia; quando eu lá pro bar da filosofia falar sobre... filosofia; quando assistia um filme ou escutava um cd com a Dayane; quando lia um livro ou uma poesia na biblioteca ou assistia um filme no cinema; quando acontece as loucuras mais inimagináveis na companhia da Elvira; e, porque não, nas vezes em que saio pela noite com o pessoal.
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Com todos estes Desejos, o mundo seria a minha Vontade e Representação!
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Termino o post de hoje com uma música cujo título é Amanda do Taiguara que a Erika me indicou. Gostei da música, mas me identifico mais com a pessoa que canta pra Amanda do que ela propriamente.
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Amanda, vencido em meu castigo
Eu trago a paz comigo, de volta pra ficar...
Amanda, recolhe meus pedaços
Me acolhe nos teus braços
Tome o espaço desta dor no teu lugar....
Amanda, perdi pela viagem,as forças a coragem,
A imagem do que eu sou,
E o que eu sou, o que escondeu a última verdade o que perdeu a única metade,
Amanda, o que partiu e desertou...
Te amando, vou esquecer a inútil liberdade
Que eu sonhei ter nas luzes da cidade,
Amanda...Vou te enfeitar de tanto amor....

domingo, 18 de janeiro de 2009

Resoluções de Ano Novo

Algumas coisas têm sido um pouco duras este começo de ano. Uma certa tensão por algumas mudanças, uma pisada de bola que eu dei... Aqui eu escrevo nas entrelinhas não é nem porque eu queira manter privacidade ou uma certa reserva, acho que é mais para não me mostrar suscetível ou vulnerável com alguns momentos da minha vida. De concreto posso dizer que eu descobri que um dos meus maiores defeitos é o meu excesso de confiança, achar que eu sempre posso tudo. Percebi que quando eu abaixo um pouco mais a minha bola, quando eu me mostro mais vulnerável, quando eu peço ajuda a alguém, as coisas se processam de maneira melhor. Admitir que se está errado é muito foda, ainda mais eu que “me acho” (e sem a mínima modéstia), mas foi daí que eu comecei a visualizar o bem que se faz pra si mesmo voltar um passo e abaixar a cabeça.
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Passei estes dias a pensar o que eu vou fazer desse ano. Virou uma espécie de clichê: estudar, se organizar melhor pra cumprir os prazos adiantadamente, fazer alguma atividade física, beber menos, sair menos, levar uma vida mais tranqüila, não sair por aí com qualquer idiota. É impressionante como todas essas coisas vêm se repetido no decorrer dos anos, pelo menos pra mim! E é mais impressionante como a gente nunca consegue conciliar isso... Bem, eu to botando fé que esse ano vai ser diferente: que, enfim, as coisas vão entrar nos eixos. Um bom motivo que me faz acreditar nisso é que este ano estarei ganhando menos, saí de um dos colégios. Tenho outras propostas, mas nada está certo ainda.
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Parei pra analisar algumas coisas e estive conversando com a Dayane o quanto eu esbanjei em 2008... Eu acredito que não tenha passado mais do que 6 sábados em casa; foram saídas na semana; foi a grana que eu gastei comendo fora; foi o monte de roupa que eu comprei. Apesar de tanta festa, tanta folia, pra mim, o ano de 2008 vai ser mais lembrado pelas confusões do que pelas saídas. Sair sempre, muitas vezes, não é sinal de divertimento. Enfim, vou tentar adotar uma postura mais caseira para esse ano e, espero sinceramente, que assim seja.
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E tenho me mantido mais na minha estes dias! Houve o casamento do meu irmão, passo os fins de tarde com a minha sobrinha... A programação está bem mais light: passei uma tarde com a Dayane na Siciliano tomando café expresso e folheando revistas de casamento (a Day já está nos preparativos). Agora não abro mão de ir pro pré-carnaval! Esse sábado eu fiquei desanimada pra sair porque o bloco do meu coração (Concentra mas não sai) só vai começar no próximo fim de semana. A Day me chamou pra ir pra outro bloco (Cachorra Magra) com ela, mas não me animei, fui lá à casa da Joice com a Lulu pra conversar um pouco. Depois voltei pra casa e fiquei com a opção de ver o filme da Jennifer Lopez ou o show do Elton John na TV. Lá pelas tantas a Dayane ainda me ligou dizendo que lá tava massa que eu tinha que estar lá, que só tocava sambão e não sei o que mais... Mas já tava acabando e não dava mais pra eu ir, então ela chamou pra ir beber um pouco na casa do Luis, acabei indo. O Jorge também tava lá e ficamos um tempão falando sobre a Maysa e o cd da mesma rolando no som. Depois ficamos até altas horas rindo das histórias dos meninos (e dos professores) dos colégios. Vida de professor é dura, mas a gente se diverte!! E o programa das minhas próximas 3 semanas será os pré-carnavais!! Estarei lá, com os meus amigos de chinelinha rasteira e o isopor debaixo do braço! Bom demais!
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Ahh, parece que a Elvira chega no próximo domingo. Até que enfim!!!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Bye-bye 2008

Bom, eu sempre achei que esse negócio de retrospectiva não quer dizer nada. Não é porque você errou uma vez que está livre de quebrar a cara de novo. Mas a título de recordação, nada como relembrar os bons momentos, já que o ano de 2008 foi o ano das confusões... Vou fazer um breve melhores-momentos...

Livro mais usado: dicionário de filosofia do Abbagnano

Livro que gostaria de ter lido: As Intermitências da Morte, José Saramago.

Livro que gostaria de ter terminado de ler: Eu, Augusto dos Anjos. Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral (que ganhei da Elvira).

Lugar mais visitado: Espaço Grill

Filme do ano: Ensaio sobre a cegueira. Ahh, o documentário do Waldic Soriano foi legal, pela história dele (e não pela direção... até eu faço melhor!)

Filme que gostaria de ter visto: Não sei o nome, mas é o que o Gianechini está pelado..

Pré-Carnaval: praça-do-ferreira

Carnaval: Beberibe

Melhor Congresso que fui: IX Simpósio Internacional de Filosofia Nietzsche Deleuze

Show do ano: Geraldo Azevedo na Concha Acústica. Maria Bethania no Siará Hall

Meu aniversário: Espaço Grill

Boa surpresa: meu irmão ter encontrado uma pessoa maravilhosa e casar com ela.

Bons momentos em família: Todas as vezes que o Dri veio pra cá. Minhas conversas com o Xandi. As brincadeiras com a Lulu.

Bons momentos com os amigos: risca-faca no Luis e os sábados no Espaço Grill.

Eventos do ano: MINHA Missa e MEU Baile de formatura. Casamento do Alexandre e da Joice.

Ritmo predominante do ano: rock

Meu lugar 2008: praia

Viagem: Paracuru

Amiga louca e sem futuro (no bom sentido): Elvira

Amiga pau pra toda obra: Dayane

Amiga para bons e maus momentos: Erika

Amigo revelação: Raied

domingo, 21 de dezembro de 2008

Enfim, está acabando!

Este é o provável último post de 2008... Passou Missa de Formatura, e todos os seus atrasos. Passou o Baile de Formatura e todas as confusões devido a uma sacanagem que a JG fez conosco, mas que conseguimos reverter. Passou a Comissão de Formatura, GRAÇAS À DEUS!!! Passou o ano letivo. Tenho muita coisa pra contar ainda sobre todas essas coisas que passaram neste último mês, mas devido eu ainda estar em hiperatividade este fim de ano (com mil coisas pra resolver ainda) e uma preguiça de escrever entranhada na minh'alma, não vai ser dessa vez que eu vou me aprofundar nos assuntos.
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Houve também muita coisa legal nesses últimos dias: confraternização nas escolas; aniversário da Lulu; praia; risca faca no Luís; bar novo e legal com banda cover do Led Zeppelin (Zeppelin Blues). Na última sexta foi o casamento da Joice e do Alexandre. Ahh, não dá nem pra medir o tamanho do carinho que eu tenho pelos dois! E eles estavam lindos e felizes e isso é o que importa. Na recepção fui dar um abraço na Joice e ela me disse que gosta de mim como uma irmã; na hora fiquei tão emocionada que nem falei nada, mas ela abe que a recíproca é verdadeira. E que sejam ainda mais felizes!
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E com a chegada das festas de fim de ano a gente começa a se organizar. Natal vou estar em casa até a virada e depois tem o Pós-Natal na casa do Luis pelo 3o. ano consecutivo! Ão, ão, ão, já virou tradição!!! E esse ano fizemos um negócio mais elaborado: vai ter decoração natalina; comes e bebes selecionados; e um amigo da onça só com os Baby's! Pra finalizar vai ter o "Astros": Cada um vai escolher uma performance (pode ser cantar ua música, pode ser dançar, pode ser qualquer coisa) que vai ser julgado e eleito o melhor do Astros 2008. Ano passado foi a Dança dos Famosos e eu ganhei dançando lambada junto com o Luis. Este ano vou com tudo concorrer ao bicampeonato do Pós-Natal dos Baby's!
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O melhor Reveillon da minha vida foi esse último e, pra repetir o sucesso, decidimos ir pro mesmo lugar este ano: a Cofeco. Casa a 3 passos da praia, churrasco todas as noites, musica boa, bons amigos, boa conversa e sem se preocupar com nada. Pra melhorar ainda tem a Erika que vai estar no Porto das Dunas. No dia 2 vou ter que voltar porque é aniversário do Dri e não sei ainda se volto pra Cofeco pra ficar os dias 3 e 4, mas em todo caso vai ser muito bom!
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Só não vai ser melhor porque a Elvira vai estar bem longe da gente, e de toda família, e de todos os amigos... Ele foi hoje para Santa Catarina como voluntária pela Caixa pra liberar o FGTS para quem perdeu tudo nas enchentes. É muito altruísmo da parte dela, mas, sinceramente, não sei se vale muito à pena. Mas estaremos aqui em 2009 para comemorar com ela e fazer a nossa retrospectiva que fazemos todos os anos!
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Até 2009! Ou, quem sabe, antes...
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