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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dias difíceis

Ontem vi uma aluna colocar no twitter que estava de luto. Não sei se foi por causa da mídia e toda a sua cobertura ou se pelas minhas aulas de filosofia em que falava sobre intolerância, imaginei que ela estivesse de luto pelo 11 de setembro. Cheguei até a perguntar o porquê do luto, mas não tive resposta.
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Luto, mortes sem sentido, principalmente as de criança, são coisas que mexem muito comigo e eu não tenho estado muito bem de uns tempos pra cá. Dia 20 faz um ano que a Lulu se foi. Por mais que eu tente superar, por mais que eu siga a vida sempre tem uma foto, uma boneca, sempre a enxergo em outras crianças... E o que sinto não é só saudade, é dor. Muita dor.
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Pela manhã trabalhei normalmente e, pela tarde, parti para a outra escola. Sempre gosto de chegar mais cedo por lá para ficar conversando mais tempo com as meninas, logo que cheguei achei estranho o portão de acesso dos alunos já estar aberto por ainda ser cedo. Dei meu boa tarde habitual e uma das meninas me perguntou se eu soube do ocorrido... Uma aluna da escola do 1º ano passou mal após a marcha (que aconteceu no sábado) e veio a falecer ainda no mesmo dia...
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Na hora da notícia me tremi dos pés à cabeça e fui conversar com a professora dela e com as outras meninas. A criança estava com meningite e tinha só 6 anos. Não houve aula na escola e na volta para a minha casa chorei o caminho inteiro, só me acalmei quando cheguei em casa.
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Não tinha contato com ela, mas era uma menina linda, assim como era a minha Luizinha.
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Ontem escrevi uma coisa e torno a repetir: a vida continua, mas tem dias que é insuportável.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Eu tava triste

Eu tava triste, tristinha...
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...Mas ontem eu recebi um telegrama
Era você de Aracaju
Ou do Alabama...
Dizendo:
NêgA sinta-se feliz
Porque no mundo
Tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito muito te ama,
que tanto te ama!...
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Tá, não recebi por telegrama, mas essa música foi o meu presente de Natal de alguém que muito me ama e que tanto me ama! Valeu! Que 2011 seja melhor para nós!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Tempo bom demais

Estava olhando umas fotos e me deparei com esta relíquia! Patrícia, Dayane, Elvira e eu.
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Eu AMO essa foto porque ela representa uma das melhores épocas da minha vida. Bateu saudade do tempo que a gente era magra (a minha blusa está larga e não dá pra perceber, mas nessa época eu era a maior gostosa), que a gente queria revolucionar o mundo, que tinhamos tantos sonhos.
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No dia dessa foto ia haver uma festa anos 70 no cursinho do Bom Jardim que Dayane e Luis davam aula, e a turma toda combinou de ir. Demoramos tanto para nos arrumar, que quando chegamos a festa tinha acabado! Resultado, fomos todos para a casa do Luís, lugar que, desde sempre, foi cenário dos risca-faca mais doidos!
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O ano era 2004, a Patrícia tinha passado para Direito e conheceu o Georgiano. Elvira já era louca (novidade!) e obrigava todo mundo a assistir a peça dela, Lucíferos, pela milésima vez. Dayane era estagiária da Caixa, com a Elvira, e dava aula à noite com o Luis num cursinho no Bom Jardim como voluntários. Eu, além de ser a maior pegadora (rsrsrs), dava aula duas vezes por semana. Se não me engano, 2004 foi o ano do famoso aniversário à fantasia da Elvira em que todo mundo amanheceu na praia. Foi o ano que namorei meu grande amigo Tahinho. Foi o ano que a gente vivia bronzeada porque qualquer folguinha era motivo de ir à praia. Tanta comédia: a história do Alce; o Toninho Simpatia e os Vem Kapiná Com Nóis (aquele Ari era uma figura, dá nem pra contar todas as pérolas dele); o Sávio e a Tonha; o Tahim chorando toda vez que ouvia Engenheiros; LaBelle e seus rituais no aniversário da Elvira; as aulas históricas com o Auto Filho; o Lu e o Ju e as confusões que eles faziam nas aulas.
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Retomamos o contato com a Patrícia este ano, embora ela more muito perto da minha casa nos vemos bem pouco ainda. Dia desses ela veio aqui em casa e conversamos tanto sobre essa época e o quanto as coisas mudaram. Principalmente, o quanto nós 4 amadurecemos nesses anos e nos tornamos mulheres independentes e responsáveis. Ah, e ela ainda está me devendo uma foto que ela tem de um Reveillon que passamos juntas no Morro Branco.
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Que bom é poder olhar para trás e ver tanta coisa coisa boa que fomos conquistando. Mas, com a certeza que ainda há muito o que batalhar para conquistar cada vez mais.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Ainda doi

Hoje houve a apresentação de final de ano do balé que minha sobrinha fazia parte e fizeram uma homenagem a ela. Na escola em que estudava também fizeram uma homenagem bastante emotiva, vão nos mandar um DVD da apresentação essa semana.
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Próxima quarta-feira, dia 08.12, minha bonequinha iria completar 4 anos. Esse ano ela queria comemorar o aniversário dela na escola com os coleguinhas de classe. Ainda em agosto, ela já perguntava quanto tempo faltava para chegar o dia.
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Ainda sinto como se ela tivesse saído e fosse voltar a qualquer momento. Quando dá 18h e minha mãe não está em casa fico um pouco angustiada, depois que entendi que é porque nesse horário eu ia chamar minha mãe para buscar a Luiza. Nos sábados à tarde eu me pego pensando em ir para a casa da Joice levar a Luiza para brincar com a Laís, coisa que normalmente eu fazia antes. Louco isso...
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Essa semana decidi que não viajaria com a turma no Reveillon. Não é que eu tenha decidido deixar de comemorar, mas resolvi dar outra prioridade esse ano. Também porque é bem possível que meu irmão Adriano venha e já tem 2 anos que não nos vemos.
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Ainda não contei minha decisão para a Dayane, nem sei haverá oportunidade de falar a ela antes de ela ler isso. Todos os anos a mãe dela me coloca na lista dos confirmados para a viagem antes mesmo da própria Dayane. Espero que entendam.
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Fica aqui um vídeo, que recebi de um amigo, de uma menininha que perde o pai, ela não o esquece um só dia mas, um dia...
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...bom, talvez um dia a gente ainda se encontre...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Um mês sem minha bailarina

O tempo passa rápido, a dor não! Um mês sem minha bailarina.
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Achava estranho quando alguém que tinha perdido um ente querido agia como se ele tivesse saído e fosse voltar a qualquer momento. Hoje eu entendo completamente. Eu vejo a Ana Luiza em todos os lugares da casa: mudando o canal da televisão pra assistir ao Pica-pau; no banheiro tomando banho com suas bonecas (que ainda estão lá); correndo pela casa na brincadeira do monstro; revirando o meu quarto pra brincar com as maquiagens e bijuterias e tirando as coisas de dentro das bolsas. Como vou aceitar que isso tudo acabou?
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Adiei ao máximo arrumar minhas coisas porque queria manter a última bagunça que ela fez no meu guarda-roupa como se ela fosse chegar e eu dizer mais uma vez que ela não pode mexer nas minhas coisas. Depois ela me dava uma olhada bem sapeca e dizia: desculpa titia, agora a gente já pode brincar...
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Essa semana arrumei as coisas e não precisei deixar nada em uma parte mais alta. Enquanto arrumava as coisas, aproveitei para procurar o diário de 2006, época em que a Aline engravidou, mas escrevi quase nada nessa época, só escrevi sobre o nascimento da Lulu. Sei bem porque não escrevi muito, foi um ano difícil demais e me angustiava escrever sobre aquilo. Mas tudo ficou na minha memória de um jeito como se tivesse sido ontem...
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Lembro perfeitamente o dia que Aline me contou da gravidez. Foi em maio, antes do dia das mães. A Aline estava fazendo cursinho pré-vestibular, mas às vezes preferia ir pra Biblioteca Pública para estudar comigo. Antes de sairmos de casa ela disse que tinha uma coisa para me contar que ia me falar depois, eu insisti para saber logo o que era e ela falou que estava grávida. Na hora mantive a calma e falei que ia dar todo apoio. Fomos à Biblioteca e depois a Dayane passou para me pegar porque tínhamos combinado de ir à praia com a Elvira; a Aline ficou estudando por lá. Quando chegamos à praia contei pras meninas e desmoronei.
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Da época em que eu fiquei sabendo até o dia de contar para minha mãe passou-se 3 meses. Foi um período muito difícil e não quero escrever para reviver isso. A Aline sempre foi muito forte, embora geniosa, mas muito forte. Lembro que comprei o primeiro presente da Lulu, um sapatinho de bebê rosinha que a Aline dormia com ele à noite. Em 8 de dezembro a Luizinha veio ao mundo bem peludinha com o olhão bem preto. Era a menina mais inteligente, carinhosa, brincalhona e linda do mundo.
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Esse último feriado que passei com as meninas conversamos muito sobre toda a alegria e união que a Lulu trouxe para a nossa casa. Falei que no dia que eu tiver uma filha, ela vai se chamar Ana Luiza em homenagem à criança mais amorosa que eu tive o prazer de conviver.
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Que o tempo me ajude a superar esse vazio.
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Como ela sempre dizia...

...Um beijo no coração!


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

À procura do meu lugar


Privacidade não é uma coisa que faça muito parte da minha vida, mas já foi bem pior. Bem pior mesmo! Minha família é bem grande, são 11 tios por parte de mãe e outros 10 por parte de pai (é, não havia eletricidade no sertão dos meus avós...), minha casa é bem grande, resultado: sempre tem gente por aqui.

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Desde a infância eu bolava lugares para ficar sozinha. A princípio era só para me esconder enquanto escrevia em meu diário, depois os diários evoluíram um pouco e viraram cadernos onde não só eu escrevia sobre passagens minhas, como era um meio de guardar as minhas reflexões e indagações.

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Quando eu era bem criança, me escondia debaixo da cama ou dentro do guarda roupa. Debaixo da cama era desconfortável demais, fui logo para o guarda roupa. Acredite, eu conseguia ficar sentada dentro da minha parte e fechar a porta. Muito sem noção!

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Aos meus 11 anos, sei lá, nos fundos de casa, parede com parede com o mercantil que o meu pai tinha, havia uma construção de uma casinha pequena e inacabada (minha mãe terminou a construção de lá deve ter uns 6 anos apenas) e a gente chamava de apartamento. No apartamento, as paredes eram riscadas, tinha brinquedo por todo canto e sempre que eu ia brincar de casinha com a minha irmã desistíamos depois que terminávamos de arrumar tudo. Quando queria ficar sozinha, ia pra lá à noite. Depois eu tive que mudar de esconderijo mais uma vez porque um primo veio morar em casa e ficou lá, mesmo sendo tudo inacabado. Anos depois, o apartamento foi cenário de outras coisas...

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Outro esconderijo que tive foi na laje de casa. Havia a idéia de construir em cima e tinha uma escadinha pra subir. Durante anos vim em cima de casa para escrever, ou simplesmente ficar deitada olhando as estrelas. No Réveillon eu ficava acordada e ia pra lá para ver o sol do primeiro dia do ano. Eu tinha até um nome pra lá, mas não consigo me lembrar, depois procuro num dos cadernos.

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Depois que eu entrei na universidade, ficava meio ridículo subir em cima de casa, ir para construções inacabadas... Eu tinha autonomia para sair quando quisesse ficar só, então saía. Acho que eu já devo ter comentado aqui o saudosismo que eu tenho do Dragão do Mar, lá era o meu lugar. Passei uma época maravilhosa e produtiva. Eu dava aula apenas duas vezes por semana e, quando estava livre, ia para a Biblioteca Pública para estudar e escrever as minhas reflexões, depois ia tomar um café, ou descia para um chope, às vezes assistia aos curtas que passavam de graça 18h. Aí, me encontrava com a Dayane e a Elvira que trabalhavam na Caixa da Pessoa Anta e pegava carona com elas pro CH. Nos dias em que eu não estava muito bem, ia até a ponte metálica e ficava lendo o que havia escrito antes na biblioteca.

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O Dragão do Mar, além de ser o lugar em que eu gostava de ficar sozinha, era o meu lugar com a galera. A turma sempre se reunia por lá para ir ao Bixiga; o pessoal do trabalho das meninas sempre fazia happy hour nas sexta no restaurante Dragão do Mar (e eu sempre tava no meio); as quintas de reggae na Órbita em que mulher entrava de graça. Muitas histórias cômicas e trágicas: meu aniversário e da LaBelle na galeria do Tota; o famoso “beba do meu sangue” no bar do Avião (acho que foi lá); os namoros feitos e desfeitos. Sem falar do manual da paquera: fazer de conta que alguém da mesa está fazendo aniversário para chamar atenção para a gente, os garçons do Bixiga já chegavam perguntando de quem era a aniversariante da noite. E o manual da paquera na Biblioteca, que só conto para as íntimas, método 100% eficaz!

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Sempre que estou no Dragão me vem uma energia boa dessa época. Hoje pensei em ir pra lá, mas por conta da greve de ônibus não deu (merda). Daí, lembrei que atualmente eu não tenho nenhum lugar para chamar de meu. Só escrevo em frente ao computador e não é nada tão reflexivo assim. Não pensar sobre os problemas nos faz ter a sensação que não temos de encará-los e já tem um tempo que eu ando covarde.

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Hoje me vi com a necessidade de um novo esconderijo, um lugar novo para eu ir e ficar só com os meus pensamentos. E venho sentindo, cada vez mais, que esse lugar não faz parte de nenhum que eu conheça.

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À procura do meu lugar...

domingo, 1 de agosto de 2010

Apenas vontade de escrever...

Quanta coisa boa que passei nessas férias, quanta surpresa boa... E que nó enorme na garganta por não ter escrito nada sobre Jeri ainda...

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Bom, a partir de amanhã estou mais uma vez na correria das minhas escolas que, por mais cansativo que seja, fazem falta. Além disso, voltando para a minha rotina eu consigo focar mais nas coisas que eu tenho a fazer.

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Meu projeto para o segundo semestre é me organizar ao máximo, muita coisa a estudar.. Só não sei como posso com tanto aniversário em agosto!

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No mais, “não quero passar agosto esperando setembro”... Nunca fui de esperar mesmo...

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A vontade de escrever sem ter nada de específico a dizer dá nisso: post todo confuso. Igual a mim..

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Lembranças

A época da minha adolescência que eu mais gostava eram as férias... Eu era uma menina muito pacata, muito caseira, muito tímida e isso se transformava completamente quando eu viajava nas férias. A minha família é de um interiorzinho brabo perto de Sobral e foi alí que eu começei a "ser adolescente" de fato. Todos os anos havia a grande festa da Fazenda Picada quem organizava era o pai da minha prima; os meus avós cediam a fazenda e ele fazia o maior forrozão lá, era tradicional e ia gente de um monte de lugar. Hoje em dia o pai da minha prima se separou da minha tia e os meus tios fizeram um parque de vaquejada por lá e todo fim de ano tm vaquejada nos meus avós, dessa vez organizada pelos meus tios.
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Antigamente as festas do vô eram no começo de julho e sempre ia um ônibus daqui cheio de gente, quando a festa terminava o pessoal ia embora e eu ficava por lá pra aproveitar as férias. Eu me mandava com a minha prima Roberta pra casa dela em Sobral. A Roberta era o completo oposto de mim: ela é mais velha, extovertida, engraçada, saía muito, tinha um monte de amigo, tinha um monte de paquera. Quando eu tava lá a gente passava o tempo inteiro no mundo atrás de paquerar com os amigos dela. O pai dela é radialista e a gente passava horas lá na rádio conversando com os caras mais velhos, eu achava o máximo.
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A Roberta tinha uma prima mais velha que ela, a Hérica. Ela era como se fosse a nossa líder. Ela contava as histórias dela pra gente e a gente achava o máximo. Levava a gente pra conhecer os lugares e pagava tudo. Saíamos de noite pros barzinhos, íamos pra serra, cachoeira, sítio de conhecido, qualquer buraco por perto a gente ia e era massa. Toda vez que eu tava em Sobral era sagrado a Hérica só passar na casa dela pra trocar de roupa.
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A gente só andava junto. Teve uma vez que a Hérica ficou doente e ia passar a noite no hospital, eu fuipra lá com a Roberta pra visitar ela e passamos a noite lá conversando besteira, a Roberta dormiu na rede e eu dormi na maca com a Hérica, imagine a cena. Ela era a maior alcoviteira: a gente saía de noite pra namorar e ela dizia pra minha tia que a gente ia segura a vela dela. Eu namorava com um cara e certa vez saímos todos pra uma festa, inclusive a minha tia, teve uma hora que eu saí com ele e fomos pro carro um tempodepois chegou ela e a Roberta batendo no vidro do carro dizendo que minha tia tinha visto a gente sair e ia contar tudo pra minha mãe.Eu saí correndo toda desesperada e fui falar com a minha tia e a Hérica ficava me cutucando o tempo inteiro, muito tempo depois eu perguntei o que é que ela queria e ela foi me dizer que a minha camisa tava abotoada toda errada e eu não tinha percebido e ficou na minha frente pra eu poder ajeitar sem a minha tia perceber. A gente riu muito dessa história depois!
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Pelo que eu escrevi, não dá pra ter noção de como foi louco o meu período da adolescência. Nem todas as histórias da Hérica que ela contava pra gente.Muito menos tudo o que vivemos nessa fase de descobertas, mas a Hérica foi de total importância nessa fase. Ela acabou fazendo muita besteira na vida dela; acabou e envolvendo com gente que não era legal e com coisas que não são legais. Independente de qualquer coisa eu gosto muito dela. Tem uns4 anos que eu deixei de andar em Sobral, mas sempre lembrei dela com muito carinho. Toda vez que ela via minha mãe perguntava quando é que eu ia visitar ela. Me chamava de Mandinha.
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Hoje ela não está mais entre a gente. E eu tô com aquela angústia de não ter me despedido dela. Ao mesmo tempo uma alegria de saber que mesmo com esses 4 anos que a gente não se falou ela nao esqueceu de mim. A minha mãe foi na missa de 7o. dia dela e trouxe um santinho que tinha uma montagem das fotos dos amigos dela e tinha uma foto que a gente a abraçada cm a Roberta do lado. Vou lembrar dela sempre com uma alegria imensa; como a menina louquinha, quase inocente que ela era. Que fique em paz a minha amiga!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Essa vida Ueceana



Pois é, a minha agitadíssima vida Ueceana está chegando em seus últimos momentos... Pelo menos, enquanto graduação!Muitas histórias cômicas, trágicas; muitos amores bem-resolvidos, mal-resolvidos e que nunca vão se resolver; muita farra, bebedeira; discussões ferrenhas acerca de porra nenhuma; encontros, brigas homéricas; grupos de estudo; congressos (ahhhhhh!!!!); principalmente, muitas pessoas legais.

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Uns 90% das pessoas mais legais que eu conheci foram lá dentro. Pessoas absolutamente diferentes de tudo o que se vê por aí. Gente que ninguém dá nada, mas com uma sensibilidade transcendente. Gente que tem alguma coisa a dizer. Porém, lamento muito em ver que essa galera que tá entrando agora não saiba acompanhar o movimento que a gente fez. O pessoal não tem mais ideologia, um bando de moleque brincando de intelectual...

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Aquele CH da UECE e o lugar mais marcante da minha vida! Nestes últimos momentos eu tenho lembrado demais tudo o que vivi lá. Aproveitei quando estava de férias das escolas e fui alguns dias pra lá pela manhã: saudade demais que do tempo que eu so trabalhava 2 dias na semana e passava dias inteiros no por lá; almoçava no R.U. (apenas 80 centavos) e depois ia dormir um pedaço debaixo da árvore, normalmente quem estava comigo era a Dayane; de tarde a gente ia pro bar conversar a respeito do último livro do Habermas ou do futuro das instituições de ensino (era o nosso tema favorito) ou então de sexo (reza a lenda que os estudantes de filosofia são os melhores amantes! Antes de mais nada, prefiro me abster de qualquer resposta!). Quando tava começando a anoitecer a gente dava uma lavada no rosto no vestiário e ia assistir as aulas da noite. Depois das aulas a gente ainda saía pra comer sushi umas 2 vezes por semana!

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Dayane, Elvira e eu formávamos o trio mais conhecido que farinha. E só nós 3 mesmo pra inventar de fazer festa de formatura! Muita coisa pra lembrar, muita coisa impublicável. É impossível alguém me ver e não perguntar pelas meninas, ou vice-versa.

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Tava lendo no blog de um amigo que ele, só agora depois dos 30, tinha descoberto que é um cara feliz. Eu posso dizer que eu também sou! E isso se deve muito ao que aprendi e a quem conheci nos corredores do CH da UECE. Foi com o que aprendi lá que me tornei a profissional que eu sou hoje e procuro educar os meus alunos com os mesmos ideais que eu tenho e isso me faz uma pessoa reconhecida dentro do meu meio. Fiz amigos incríveis com quem eu troquei muitas experiências, ensinei e aprendi. E foi lá que eu me apaixonei por esse negócio extremamente complicado que é a Filosofia.

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Enfim, todos estes anos que eu passei lá dentro que ajudaram a formar a pessoa que eu sou hoje. Vai ficar muita saudade!!!

quinta-feira, 15 de maio de 2008


_Ai que falta dos momentos que eu tinha comigo mesma! Muita, muita, muita correria...Chego do trabalho e a única vontade que eu tenho é me deitar na cama e só acordar no outro dia, mas sempre tem alguém no meu quarto pra estrgar os meus planos. Aliás, "meu quarto" é só maneira de dizer, porque todo mundo se instala aqui menos eu. Quando tô com sorte e a Aline não resolve entrar na internet depois que o Alexandre sai, lá pelas 21h eu consigo ficar sozinha no meu canto. A essa altura eu só vou conseguir pregar o olho lá pelas 24 ou 1h; o horário que eu sinto sono é entre 18 e 20hs. Ainda tenho esses horários malucos pra atrapalhar a minha vida... Pra matar o tempo até me dar sono pra dormir eu vou olhar orkut, olhar e-mail, olhar notícia repetida, olhar besteira; depois me deito e fico pensando em alguma coisa que aconteceu durante o meu dia e vou dormir. Nada de interessante ou reflexivo.

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_Tô me sentido uma daquelas pessoas alienadas que passa o dia inteiro num trabalho que detestam (no meu caso, pelo menos, eu adoro, mas a estafa do dia-a-dia às vezes me faz esquecer o quanto eu gosto de dar aula) e depois vão pra alguma farra pra beber e tentar sair da vida medíocre que levam, obviamente sem se dar conta disso, senão não seriam alienados. Nunca quiz fazer parte desse grupo de pessoas e me icomoda muito a forma de com a minha vida tem se conduzido na últimas semanas. Antes eu ia no Espaço Grill e a-do-ra-va tudo, me divertia muito sem ter que me importar com nada. Ultimamente virou uma rotina do meu sábado. Eu ia pra lá porque achava a opção mais legal da noite; hoje eu nem sei mais se tem outros lugares legais, vou pra lá como se fosse a única opção. E aquela coisa de me divertir sem me preocupar com nada já era também; quando eu chego lá, já vejo uma porção de gente que já me conhece (de vista ou não) e eu me sinto, de certa forma, peocupada em não chamar muita atenção pra que não venham comentar algo sobre mim. Ainda tiveram algumas confusões que ajudaram a desmotivar...

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_Essa rotina puxada tá me tirando muita coisa boa... Só tenho tempo de trabalhar e dormir durante a semana; sábado vou arrumar o meu quarto (o que leva o dia inteiro), de noite eu vou pro Espaço; domingo eu acordo 11h, vou fazer o almoço com a mãe e continuo dormindo durante a tarde. E assim começa mais uma semana! Não lembro quando foi aúltima vez que eu fui pra biblioteca passar o dia estudando; não lembro quando foi a última vez que eu encontrei com os meninos e passamos uma tarde conversando no Cantinho da Filosofia; não lembro quando foi a última vez que eu fui pra casa da tia Jane brincar com a Rute e com a Sara; não lembro quando foi a última vez que eu reencontrei as amigas do colégio e passamos uma tarde inteira rindo das histórias da nossa adolescência; não lembro quando foi a última vez que eu fizemos um risca-faca dos Babys na casa do Luis (só tenho visto a Dayane e a Elvira quando tem reunião da formatura); não lembro quando foi a última vez que saiu só Dayane, Elvira e eu, ou quando nós três nos reunimos pra fazer mercantil, ir pra praia, ir pro jogo do Fortaleza, comer sushi ou tomar um vinho e dormir no intransitável quarto da Elvira. Sinto falta de tanta coisa...

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_É verdade que eu também tenho feito um monte de coisa legal. Conheci pessoas legais; saí pra lugares incríveis; embora tenha tido pouco tempo comigo mesma, eu tenho me descoberto mais; muitas conversas agradáveis no fim do dia. Mas a gente nunca está satisfeito! Queria saber mesclar tudo isso que eu quero vivenciar. Poder ir pro Espaço Grill num dia com uma turma e ir pra praia no outro dia com outra galera. Mas acaba tendo o conflito de agendas e a gente acaba ficando mais próximo de quem pode estar mais tempo do seu lado.

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_Tenho muita sorte de poder estar contando com uma pessoa incrível do meu lado atualmente, a Erika. Ela é uma pessoa que se parece muito comigo, a gente se entende muito bem e estamos vivendo uma fase conturbada em determinado setor. É uma amizade, de certa forma, nova, mas imprescindível. Sei que posso contar sempre com ela (e ela pode contar sempre comigo) e é muito bom ter a amizade dela nesse momento, mas não diminui carinho que eu tenho pelos outros amigos.

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_ Perto ou longe, eu estarei sempre aqui! A distância ou a falta de comunicação não diminuem em nada o carinho que eu tenho por todo mundo que faz ou fez parte da minha vida. Aos velhos e novos amigos: eu estarei sempre aqui!!!

domingo, 30 de março de 2008

Saudades...

O Dri foi embora hoje e já estou com saudades...
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A cada dia que passa eu me convenço do quanto é importante as coisas simples, que são elas que dão sentido pra nossa vida. Senão, como se poderia imaginar que eu fosse sentir tanta falta de assistir televisão fazendo massagem no dedão do pé do Adriano. Ou escutar as histórias do quartel, ou ficar jogando videogame, ou passar o dias ouvindo Bon Jovi. Muito bom ter o meu irmão por perto... E melhor ainda imaginar que um dia voltaremos a estar todos juntos, graças a ele! Te amo Dri!
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A semana foi uma confusão só! Semana de Atividades Diferenciadas em um colégio: quase não ficaram prontas as minhas atividades. Atividades Avaliativas em outro: maior correria do mundo. Provas em outro: não conseguiram abrir o CD que eu enviei com as minhas provas e eu tive que voltar e trazer outro, sem falar que me comunicaram errado o dia da minha prova e eu tive que ir 2 dias pra lá. Teve prova que eu não sabia que ia ter na facu (e que eu não fiz). Teve reunião da formatura. Teve assalto no Cantinho da Filosofia (felizmente eu tinha saído de lá um pouco antes, mas sinto muito pelos meus amigos que tiveram que passar por isso). Teve prego de gasolina. Não teve a minha festa à fantasia. UFA...
Eu realmente fico indignada com o que aconteceu com os meus amigos. Quem poderia imaginar que num lugar que a gente considera a nossa casa as pessoas fossem passar por um constrangimento desses. Mais do que ninguém a galera que é frequentadora de lá sabe da miséria que é o mundo, mas não é justo que a gente que rala pra caramba pague por isso enquanto os colarinhos brancos (que são quem gera essa desigualdade) vivem alheios. Esse eram um dia como muitos que ia ficar conversando com o pessoal até altas horas, coincidentemente apareceu o Luis pra pegar a Dayane e eu aproveitei a carona...
Quanto ao meu aniversário, não rolou mesmo. Falta de dinheiro, desânimo em geral me levaram a desistir da idéia. Peço desculpas a quem tava dando uma força, mas vai ficar pro ano que vem. Quem sabe enfim eu consiga fazer a festa da Morena Tropicana! rsrsrs
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Depois da tumultuada semana, chega o fim-de semana! Ou seja, mais um sábado no Espaço Grill! Confesso que eu já ando meio cansada de ir pra lá todo sábado, mas queria levar o Dri pra conhecer o lugar. Além de a banda ser muito boa é uma nostalgia muito legal que dá na gente. Sobretudo eu que cresci com os meus irmãos escutando U2, Bon Jovi e rock em geral. Coincidentemente o Dri tinha baixado um CD com as antigas do Bon Jovi e toda hora que eu entrava no meu quarto tava rolando as músicas; e só deu Bon Jovi esse sábado! O ruim foi que o Roque demorou demais pra aparecer porque parece que ele tava cantando em outro lugar e a música internacional (que eu tinha feito a maior propaganda) durou menos tempo. Espero que o Dri tenha gostado, porque eu adooooooooro!
Pois é, só espero que nos próximos feriado legais que tem por maio dê pra ele vir pra cá denovo. Até lá, muitas saudades...