Ontem vi uma aluna colocar no twitter que estava de luto. Não sei se foi por causa da mídia e toda a sua cobertura ou se pelas minhas aulas de filosofia em que falava sobre intolerância, imaginei que ela estivesse de luto pelo 11 de setembro. Cheguei até a perguntar o porquê do luto, mas não tive resposta.
.
Luto, mortes sem sentido, principalmente as de criança, são coisas que mexem muito comigo e eu não tenho estado muito bem de uns tempos pra cá. Dia 20 faz um ano que a Lulu se foi. Por mais que eu tente superar, por mais que eu siga a vida sempre tem uma foto, uma boneca, sempre a enxergo em outras crianças... E o que sinto não é só saudade, é dor. Muita dor.
.
Pela manhã trabalhei normalmente e, pela tarde, parti para a outra escola. Sempre gosto de chegar mais cedo por lá para ficar conversando mais tempo com as meninas, logo que cheguei achei estranho o portão de acesso dos alunos já estar aberto por ainda ser cedo. Dei meu boa tarde habitual e uma das meninas me perguntou se eu soube do ocorrido... Uma aluna da escola do 1º ano passou mal após a marcha (que aconteceu no sábado) e veio a falecer ainda no mesmo dia...
.
Na hora da notícia me tremi dos pés à cabeça e fui conversar com a professora dela e com as outras meninas. A criança estava com meningite e tinha só 6 anos. Não houve aula na escola e na volta para a minha casa chorei o caminho inteiro, só me acalmei quando cheguei em casa.
.
Não tinha contato com ela, mas era uma menina linda, assim como era a minha Luizinha.
.
Ontem escrevi uma coisa e torno a repetir: a vida continua, mas tem dias que é insuportável.