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segunda-feira, 16 de março de 2009

That Amanda's party!

Aviso aos navegantes que sexta-feira estarei indo pro Paracuru comemorar o meu aniversário!!!

Ontem (domingo) recebi a notícia da Dayane que o sítio estaria disponível pra gente e no mesmo dia a gente foi se reunir no Dragão do Mar pra combinar os últimos detalhes. Depois de algumas incertezas, mal entendidos entre outros, essa festa vai rolar e vai ser jeito que eu planejei! Já falei com todo mundo que eu queria chamar e uma grande parte dos meus amigos estará lá e eu agradeço demais. Eu até já sabia que algumas pessoas poderiam não ir por conta da distância e tal, mas as pessoas que não vão estar lá são menos do que eu imaginei. Cheguei a pensar que só ia dar eu, as meninas, o Luís e o Ricardo... Que bom que me enganei, to muito feliz!

As meninas estavam querendo tomar um café lá no Café Santa Clara e a nossa reuniãozinha pra decidir sobre a festa seria lá. Só mudando um pouco de assunto: no domingo anterior também tinha ido ao Dragão porque eu estava devendo uma entrada no cinema ao Xandinho devido a uma aposta que eu perdi (sem entrar em detalhes da aposta caso você queira comentar, viu Xandi). Todas as vezes que eu estou lá me dá uma nostalgia da época que eu passava o dia inteiro: ia estudar na biblioteca, depois tomava um café no Santa Clara e, se estivesse no clima, assistia o curta que passa 6h (de graça); depois pegava uma carona com as meninas que estavam saindo do trabalho e a gente ia pra faculdade. Também adoro lembrar dos happy hour das sextas-feiras no Restaurante Dragão do Mar; dos chopps de fim de tarde no Bixiga; o reggae da Órbita todas as quintas (nem sei se ainda tem hoje em dia); a cerveja gelada do Bar do Avião; a barraca de drinks do Cláudio (quando ainda podia ter barracas de drinks ). Enfim, durante um tempo da minha vida lá era o meu lugar. Pra relembrar um pouco os velhos tempos, fui tomar um café antes de começar o filme com o Alexandre. Tomei um cappuccino gelado com a borda de chocolate (recomendo!) e às 4, fui assistir o Slumdog Millionaire (Quem quer ser milionário?). Adorei o filme, apesar das críticas (piada interna, né Xandi!). Só não entendi porque que o Jamal virou um Backstreet Boy no final, mas o Xandi me explicou que é porque é um filme em homenagem aos tradicionais filmes Bollywood da Índia que tem essa característica de dancinhas no final.

Ontem, cheguei no Dragão por volta de 19h e fui direto pro Santa Clara porque a Elvira já tinha chegado. Diferente da semana anterior em que eu estava lá (e talvez por conta do horário) estava um caos. Passamos mais de meia hora esperando por uma mesa pra sentar e, como estava exageradamente cheio, fomos muito mal atendidos. A maioria das pessoas que vão pra lá querem a tranqüilidade de lá e o bom atendimento, e pagamos caro por isso. Devia ter uma pessoa que ficasse na porta e a hora que estivesse muito cheio fechava-se as portas pra ninguém mais entrar e não virar uma putaria lá dentro. Quando vagasse um pouco, abririam as porta de novo, e fechariam mais uma vez se lotasse novamente. É assim que todo lugar organizado faz!

E foi no meio da confusão que a gente se reuniu e acertou os últimos detalhes. Na quarta-feira saio com a Day pra comprarmos a decoração e as comidas pra levar. E sexta-feira estaremos seguindo rumo ao Paracauru! Uhuuu! E no sabadão vai ter a tão esperada festa Morena Tropicana...

Mudando de assunto (2). Andei escutando um monte de coisa que eu queria escutar e um monte de explicação que estavam me devendo. Só que o tempo de me darem explicações já passou... Por que isso agora?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Eventos

Uma das características mais marcantes da nossa turma são as nossas reuniõezinhas, também conhecidos como os risca-faca. Tudo vira um grande evento: se tiver um jogo de futebol da terceira divisão todo mundo se reúne e faz a maior festa pra assistir na casa do Luís. Como temos mulheres muito prendadas no grupo, com certeza vai ter alguma comidinha especial e tudo vai estar decorado com as cores do time. Qualquer coisa, por mais insignificante que seja, a gente transforma num grande evento.

A gente tem quase que um dom para organização de festas, eventos viagens... Acabou que algumas datas comemorativas do nosso calendário viraram tradição absoluta para que a turma toda se encontre pra comemorar. No São João a gente sempre faz o Arraiá dos Baby’s com direito à comidas típicas e o casamento matuto. Em junho sempre tem a Parada Gay que a gente vai pra dar uma força pras nossas amigas. Tem o Pós-Natal, nosso evento de depois da meia noite onde cada um leva um pouco do que sobrou da sua ceia e fica até de manhã. E Réveillon com todo mundo na praia (lógico) e, de preferência, em viagem (de preferência na Cofeco, amo aquele lugar, tenho ótimas recordações todos os anos!).

Agora, sem dúvida, o que dá mais prazer em comemorar são os aniversários. Os nosso aniversários têm um significado maior! É querer comemorar uma data que é só nossa, ganhar presente e estar com as pessoas que são mais importantes. E os nossos aniversários são sempre mega-eventos! Tiveram alguns que foram homéricos: uma festa à fantasia da Elvira em 2003 (acho); um aniversário da Dayane que passamos 3 dias na Colônia da Telemar em 2005 (acho); os aniversários do Dan que são sempre muito glamourosos (pena que não houve festa esse ano); teve um do Luís há uns 2 anos que foi uma pu-ta-ria, fizeram uma boate na sala, tinha globo de luz, estrobo e toda aquela parafernália, tinha até um DJ (ta bom que era o amigo do Luís, e o cara já estava tão bêbado que não deixava uma música tocar toda...); o meu aniversário que rolou lá na galeria do Tota, no Dragão do Mar, em 2006 (acho).

Toda vez que chega março em sempre penso em um milhão de coisas para que seja uma hiper festa e, de uns anos pra cá, rola uma urucubaca e acaba acontecendo bem diferente do que eu planejei. Esse ano a bruxa já andou rondando... Rolou um estresse que me fez até pensar em desistir de comemorar esse ano. Felizmente foi um grandissíssimo mal entendido. Pode até ser que a minha festa não role do jeito que eu estou planejando, mas, pelo menos, desistir de comemorar eu não vou!

Estou a pouco mais de uma semana da data e as coisas ainda estão incertas. O meu ideal seria poder comemorar com a galera lá no Paracuru, mas ainda não tive a confirmação se a casa estará disponível. Portanto, pro pessoal que está ansioso esperando uma definição minha de onde vai ser: eu ainda não sei! Prometo que assim que souber, entro em contato com todos!

Aos meus queridos convidados, vão preparando a rasteirinha porque vai ter muito pé-de-serra. O tema é ‘Morena Tropicana’. Cardápio com comidas típicas e a Dayane já deu altas idéias de decoração com tochas e outras coisas que eu não vou ficar contando para não estragar a surpresa. Ahh! Quero agradecer demais a presença do querido Ricardo que vai vir lá do sul especialmente para comemorar a data conosco. Parafraseando a Dayane: você nasceu pra ser um Baby. Sinta-se completamente integrado à nossa turma, a Associação do Cachoeirenses do Sul em Fortaleza agradece a presença do nosso ilustríssimo membro-sócio-fundador.

Antes do dia 21 ainda estarei de volta por
aqui pra confirmação de onde será a festa. Até lá!

sábado, 7 de março de 2009

Violência

Um dos assuntos que mais repercutiu até agora, este ano, foi o caso da interrupção da gravidez de uma menina de 9 anos. Vejam bem: a manchete é a respeito do aborto, e não do que essa criança passou para chegar a esse ponto. Eu me sinto completamente ofendida como ser humano, como pessoa cívica e como mulher. A história de um drama virou joguete da Igreja Católica.

Em primeiro lugar, não me defino como católica, protestante, espírita ou qualquer forma de religião. Sou batizada no catolicismo, mas entrei em conflito com a religião faz tempo. Tenho fé, não religião. E, de acordo com o que eu acredito hoje, acho a postura da Igreja Católica de uma hipocrisia sem tamanho.

Não dá mais para aceitar, em pleno século XXI, que a homossexualidade seja tratada como doença. Um pastor-vereador do Rio de Janeiro chegou a apresentar um projeto para que os jovens que queiram “curar-se” da homossexualidade tenham “tratamento” garantido pelos órgãos públicos. A Sociedade Brasileira de Psicologia ficou estarrecida e desaprovou o ingresso dos seus profissionais nesse programa. Já está na hora de as pessoas se informarem e deixar de lado aquela visão pejorativa e anormal do homossexual: conheço vários, tantos homens, quanto mulheres, que são pessoas maravilhosas e inteligentes. E eu apoio a causa mesmo, são pessoas que merecem respeito.

Outra polêmica é quanto ao não-uso da camisinha e o sexo para fins reprodutivos. Não deveria nem perder meu tempo comentando isso, depois de tanto estudar Schopenhauer, de ler sobre Foucault e Freud posso dizer que fazer sexo é tão natural quanto beber água (só que é beeem melhor). O risco de contrair alguma doença já coloca a camisinha como utilidade pública.

O tema da Campanha da Fraternidade ano passado foi: Escolhe pois a vida. Tratava de toda essa polêmica do aborto e métodos contraceptivos. Lembro que no início do ano passado comentei com a Dayane sobre a campanha porque precisaria falar dela e eu não era engajada com a Igreja; ela me contou que era a respeito de tudo que eu era contrária. Bem, na verdade eu também sou contrária à banalização da vida. Porém sou categoricamente pró integridade física e emocional da mulher. E essa integridade é garantida por lei em: risco de morte da mãe, a não-sobrevida do feto e vítimas de estupro estão juridicamente no direito de intervir na gravidez. Dentro destas três situações eu não afirmo que a mulher tenha que abortar, mas afirmo que ela tenha direito a prosseguir ou não com a gravidez. É uma decisão que cabe a cada caso específico, mas que uma vez tomada será assistida e garantida a sua integridade.

Voltando ao caso, tratava-se de uma criança de 9 anos. Ela estava sendo violentada desde os 6 pelo padrasto, e o agressor também admitiu a violência contra a sua irmã mais velha de 14 anos. Só de olhar para qualquer criança com essa idade a gente percebe que não há a menor estrutura para se prosseguir nessa gravidez. Em se tratando de gêmeos, como no caso, potencializam-se os riscos sobre a mãe. A menina foi violentada, tinha 9 anos e 2 fetos e decidiu-se (a mãe, no caso) pela interrupção da gravidez. A menina seria encaminhada a um serviço de atenção às mulheres violentadas e o padrasto-agressor foi preso.

Não bastasse passar por todo esse drama, surge polêmica ainda maior vinda por parte da Igreja Católica. O arcebispo de Olinda, dom José Cardoso Sobrinho diante do crime hediondo (aqui estamos falando do aborto) resolveu por excomungar a menina, toda a equipe médica e todos os envolvidos no procedimento. Além de ofendida pelo que aconteceu, eu me sinto idiotizada (se é que existe essa palavra) pela Igreja Católica. Um arcebispo não sei de onde, e agora toda a cúpula Católica, se prestam a argumentar o inargumentável. A mesma Igreja Católica que gastou fortunas com indenizações a crianças também violentadas.

Acho interessante que nem eu, nem ninguém de nós que escolheu algum deles para nos representar. E isso faz com que toda essa hipocrisia da Igreja perdure, porque se o povo estivesse agindo diretamente, isso seria bem diferente. Dias atrás um bispo inglês (que servia na Argentina) deu uma declaração que na Segunda Guerra Mundial, não havia câmaras de gás e nem foram tantos os judeus que morreram. Isso foi um rebuliço tão grande que a sociedade (por conseqüência fez com que a Igreja) o obrigar a retratar-se. Faço minhas as palavras da Dayane: “o problema não é dos fiéis, mas sim da cúpula da Igreja”.

Quanto ao padrasto, o agressor: ele rezou uns 5 pais-nosso, umas 5 ave-marias e está perdoado...

Amém

quarta-feira, 4 de março de 2009

Quem sou?

No meio de tanta gente que eu conheço, é inevitável que as pessoas tenham impressões diferentes sobre mim. Meus colegas de trabalho; minha família de dentro de casa; minha família de fora de casa; pessoal da faculdade (saudade deles); pessoal do bairro; as pessoas dos mais variados lugares; e a minha turma. Todas essas pessoas têm uma visão minha diferente e todas essas visões são o que eu sou.
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Lembro que passava horas conversando com um amigo no bar da faculdade sobre isso. Ele falava que durante muito tempo ele vivia culpado por achar que ele deveria ser apenas uma única pessoa tanto em casa quanto no trabalho, ou na relação com a namorada, etc. E continuou dizendo que no dia que ele se libertou desse paradigma e viu que era totalmente natural você se moldar ao ambiente em que se está vivendo e ele passou a conviver melhor com ele mesmo. Esse é um tipo de culpa que eu acho que a maioria de nós vive. Na adolescência a gente quer passar uma imagem pra que as pessoas te aceitem e acabam anulando outras coisas que você também é, mas que para aquele grupo não é válido. O problema é que se leva a crise da adolescência para a vida adulta e os adultos são bem mais cruéis com o que é, ou quem é fora dos padrões.
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Também sou chata, grossa, mal humorada, depressiva, ranzinza. E, normalmente, à primeira vista é assim que as pessoas me pintam. E elas não estão equivocadas: eu realmente sou assim. Meus defeitos também fazem parte do que eu sou. A maioria das pessoas nega seus defeitos durante toda a vida. Com aquela preocupação de demonstrar o quanto se é legal e acabam por frustrarem-se. E, é por essas e outras, que acabei me fechando dentro do meu círculo de amigos. Só eles conseguem entender que eu odeio o Augusto Cury (risos); todas essas mensagenzinhas motivacionais, auto-ajuda e afins não estão com nada! O que tem de errado em alguém estar triste?
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Não quero assumir aqui uma posição de pessimista (no sentido pejorativo dessa palavra). Claro que eu adoro que as pessoas façam o que traga prazer, até porque o meu estilo de vida é de estar com as pessoas que me são agradáveis, rir, conversar, brincar. Porém, o que eu ressalto é que a vida real não é só isso: tem injustiça, tem pressão, tem preconceitos, tem maldade. As pessoas com mais sensibilidade sentem isso e se revoltam e ficam mal, isso é natural. Outras já se acostumaram com isso e contribuem para que assim seja sempre e vão em busca de um falso prazer: saem por aí pra pegar a primeira mulher que estiver disponível, trata ela com se fosse um lixo, bebe e vai embora e segue a vida normalmente.
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Fico pensando se as pessoas agem assim porque não querem admitir o que ela é realmente; ou se é porque ela acha que aquilo é mesmo a melhor coisa do mundo. Ou, como diria a Dayane, posso ficar com a opção que tem as duas coisas. Ou ainda tudo o que eu escrevi não faz o menor sentido e, como diria o Alexandre, eu to ficando louca mesmo!!!
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Tem coisas que reconhecemos em nós mesmos somente dentro da nossa introspecção. É quando nós analisamos as nossas atitudes e tiramos as nossas conclusões sobre elas. Mas também considero muito importante a visão que o outro nos dá. Acho muito interessante quando a Dayane ou Elvira falam a visão que elas têm de mim, por exemplo. São coisas de uma profundidade que é até engraçado porque a gente pensa parecido sobre algumas coisas e elas são pessoas que me conhecem como ninguém. Além do que elas me trazem essa perspectiva de fora de mim mesma.
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Mas tudo é de uma subjetividade tão grande que tentar responder ‘Quem eu sou?’ soa tão complicado quanto encontrar a Verdade. Até porque a pessoa que eu “acho” que sou hoje pode mudar completamente daqui a um mês, um ano, uma década... E vai saber se encontrar essa resposta tem alguma relevância. Talvez eu nem fizesse nada diferente

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Carnaval de Fortaleza

Quero abrir um grande parêntese aqui: não boto 6 anos pro Carnaval de Fortaleza virar referência no Brasil. É sério! A Luiziane conseguiu movimentar essa cidade de um jeito que daqui a algum tempo ninguém vai mais precisar ir pra Olinda, por exemplo, pra ter um Carnaval alternativo.
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A nossa cidade já virou um dos melhores lugares para Réveillon do Brasil. Passei um Réveillon na P.I. e posso dizer que é lindo, ainda tem a tarifa social para que as classes mais baixas possam aproveitar, já que o imposto é pago por todos. Mas o assunto é Carnaval e nesse quesito a prefeitura deu um show esse ano! Mais de 40 blocos registrados de Pré-Carnaval com estrutura de banheiro químico, guarda municipal, barracas de drinks cadastradas. Não cheguei a ir ver o desfile do Maracatu, mas passei pela Domingos Olímpio e fiquei satisfeita com a estrutura (de ferro) montada, já que circulava a piada que não era pra ninguém ir pra lá porque no ano passado uma arquibancada caiu.
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Agora o Carnaval da P.I., em si, foi um show à parte! Atrações alternativas bacanas: Beth Carvalho, Jair Rodrigues, Dominguinhos, Chico Pessoa, Chico César, Dorgival Dantas, revezando-se pelos quatro dias num palco enorme, bem posicionado (não era no aterro), com um som bacana (que tem que ter mesmo, porque venta muito), muitos policiais e a guarda dando uma sensação de segurança. Fiquei muito feliz de ver isso dentro de Fortaleza no Carnaval!

Não sou fã de nenhuma banda que estava programada, exceto o Dorgival (piada interna!), mas posso dizer que eu adorei a escolha deles! Carnaval tradicional no nordeste é maracatu, baião, pé-de-serra. E um pouco de samba não faz mal à ninguém! Tiro o meu chapéu pra apresentação da Beth Carvalho que animou todo mundo, a batida do tamborim e o cavaquinho não deixavam ninguém parado. Éramos uma turma enorme: a família da Dayane (pais, irmã e prima); Elvira, Paulo Neto e nosso novo amigo, o Ricardo; Evaniele e o irmão; Mary e Tahim; Wagner e Michele; Luís e Day; Mano, Erika e eu. Ao final estava todo mundo se questionando o quanto tinha sido legal, o quanto estava cheio, o quanto essa opção de Carnaval em Fortaleza era válida. E soube que os outros dias de apresentações foram muito bons. Pena que teve uma chuva torrencial no domingo, falaram que quem ficou não se arrependeu, Dominguinhos cantou até o fim respeitando quem estava lá!

Tirando isso tudo ainda tinha a Dona Mocinha com o mais tradicional samba de mesa: Paulinho da Viola, Chico, Nara. A Dona Mocinha é um bloco de Pré-Carnaval da P.I. que durante o Carnaval fez a festa todo finzinho de tarde. A Érika elogiou muito: disse que o ambiente estava perfeito, samba de qualidade e galera animada.

Aquilo sim é um Carnaval saudável: muita criança brincando fantasiada pela areia da praia, muita família, muita tranqüilidade. Tinha uma gringada também, mas pelo menos eu não vi muito de turismo sexual. Assim, ratifico a minha posição de que Fortaleza vai ser uma das melhores opções de Carnaval alternativo. Desmistificando esse negócio de que aqui tem de se escutar o pornoforró porque é só isso o que temos; ou então pra fazer um bom carnaval tem que ter uma banda da Bahia. Isso já era! Só tenho a dizer coisas boas do que eu vi e orgulho em repassar o que me falaram. To extremamente satisfeita!

Meu Carnaval 2009

E voltando ao convívio com a minha galera só posso dizer que: esse Carnaval 2009 foi uma surpresa muito boa. Foi um dos melhores, senão o melhor que passei! Foi uma série de fatores que contribuiu para que tudo se encaixasse. E o melhor fator foi ter todos os meus amigos na cidade.
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Estive conversando com o pessoalpelo motivo porque ninguém viajou, chegamos a uma conclusão que o primeiro quesito que tem que ter daqui pra frente nos nossos Carnavais é o conforto! Adoro estar reunida com um monte de gente fazendo folia, mas tudo tem um limite: não é legal ser acordada 7h da manhã ao som de Calipso (aliás, não é legal se acordada ao som de Calipso em circunstância nenhuma). Também não é legal dividir um casa com um zilhão de pessoas que você nem conhece bem todas elas porque sempre tem um folgado (na melhor das hipóteses) que só pensa nele e foda-se o resto que está na casa. Chegar cansado e não ter lugar pra dormir, não ter água pra tomar um banho. Com muita sorte você ainda consegue que ninguém pegue “emprestado” seu perfume, shampoo, sabonete, protetor solar... E olhe que eu não estou exagerando, é o que realmente acontece.
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Esse ano foi quase perfeito! Embora não tivéssemos viajado, a casa do Luís foi a concentração do nosso Carnaval. Conseguimos dividir as tarefas entre a gente e posso dizer que nos divertimos muito! Passamos o sábado na praia e à noite fomos pro show da Beth Carvalho. MA-RA-VI-LHO-SO!! Descansamos bem no domingo e, à noite teve risca-faca na casa do Luís: brincamos, rimos, pulamos a noite in-tei-ra (pelo menos eu, Day e Elvira estávamos firmes e fortes! As heroínas da resistência!). Passamos a segunda nos recuperando da noite de domingo e preparei uma lasanha maraviwonderful com a Day pra recarregar as baterias. Terça mais um risca-faca básico com direito à vídeo-conferência e, mais uma vez, as heroínas da resistência até o dia amanhecer!
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Não tenho do que reclamar, foi bom demais! Só gente bacana, só conversas agradáveis, só a alta gastronomia (nossa turma só tem cheff, nota máxima para: arroz de siri da Dayane; bisteca de porco no forno do Wagner e Luís; a lasanha minha e da Day). Só música de qualidade, sem falar que passamos um carnaval sem ouvir Chiclete com Banana, axé, pornoforró e funk! Me acostumei, só quero isso daqui pra frente!
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Bom, passado o Carnaval, não posso deixar de falar num dos eventos mais importantes da nossa turma que vem logo em seguida: meu aniversário. Esse ano, novamente, meu aniversário vai cair no meio de um feriadão (pelo menos não é a Semana Santa): dia 19 (quinta) é dia de São José e algumas escolas irão imprensar o dia 20 (o que, pra quem é professor, é uma maravilha!) e meu aniversário vai cair no sábado, 21.
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O plano no. 1 é de a galera ir pro Paracuru e ficarmos o feriadão por lá, só que depende de o Luís conseguir a casa, ver quem pode ir (porque eu sei que não vai dar pra todos os meus amigos estarem lá). O plano 2 é ir pro Morro Branco, mas implica nas mesmas coisas: tem que ver se a Day consegue a casa e ver quem vai poder ir. Bom, na pior das hipóteses, vai rolar mais um tradicional risca-faca na casa do Luís!
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Já começamos a pensar no tema! Cara, sempre quis fazer a “Morena Tropicana”, e acho que se a gente realmente viajar, tem tudo a ver! Batidas de frutas diferentes; cardápio regional; som de Geraldão Azevedo, Zé Ramalho, Alceu Valença, Elba Ramalho e um bom pé-de-serra; sainha ou vestidinho com chinelo de couro e uma flor no cabelo. Pronto! Um amigo sugeriu o tema Paraíso: a roupa seria uma palha de coqueiro... Mas está fora de cogitação! Todo ano é assim: no começo de março ta todo mundo empolgadíssimo planejando tudo e na hora H dá um desarranjo... Espero que este ano dê tudo certo!!!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Lembranças da sala de aula

Só alguns meses longe da Universidade e já boto tudo o que eu aprendi a perder... Bom, na verdade nem tudo! Uma das minhas máximas é que o mundo é a Representação da minha Vontade e, ultimamente, não estava me sentindo tão bem quanto à minha Representação. Pensando um pouco sobre isso, acho que o que anda errado é a interpretação que eu tenho tido sobre a minha Vontade.
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Este ano eu queria fazer diferente, já que ano passado eu andei tão imprudente, diria até irresponsável. Quiz fazer deste um ano mais tranquilo, minimizando os dissabores e potencializando alguns (e menos frequentes) momentos de alegria. Enfim, agora desconsidero (em parte) o que eu pensei pra 2009.
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A grande questão é que ano passado e saí demais e vi que algumas dessas saídas eram fúteis, que eu poderia muito bem me divertir de outras formas sem prejudicar o meu sono pra trabalhar no dia seguinte, sem beber demais, sem gastar demais. Eu queria poder regrar os momento em que eu pudesse me divertir: sair com os amigos, ficar em casa e ir pra uma noitada vez ou outra. Mas esse é o tipo de coisa que não se regra. Racionalmente pensei em épocas em que eu poderia sair e o restante do tempo ficaria em casa, e foi um fiasco. Depositei altas expectativas baseadas no que foi foi bom do ano passado: reveillon; pré-carnaval; carnaval. O reveillon desse ano foi ótimo, mas nada que se compare ao do ano passado; fui pra 1 único pré-carnaval e não fui nenhuma vez pro meu bloco preferido, o Concentra; esse carnaval eu vou ficar em casa. No final das contas eu tanto reclamei que o ano passado foi ruim influenciada apenas nas confusões que houve que, analisando bem, até agora este ano não teve nada de extraordinário (muito pelo contrário). E mais uma vez esquecendo que esse negócio de racionalidade não tá com nada!
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Acho que o que eu tenho que fazer não é ficar em casa e fingir que eu tô amando isso e que é isso o que eu quero. A minha Vontade está onde eu me liberto, onde eu converso, onde eu admiro, onde eu sorrio, onde eu danço, onde eu canto, onde eu grito, onde eu penso. Isso não ocorre necessariamente numa balada, mas também não é necessariamente em casa. É quando eu levo a minha sobrinha na Joice pra ela brincar com a Laís; quando a gente se juntava na casa de um amigo pra conversar; quando eu ia nos fins de tarde tomar 2 cervejas e 1 feijão com a Érika pra colocar o assunto em dia; quando eu lá pro bar da filosofia falar sobre... filosofia; quando assistia um filme ou escutava um cd com a Dayane; quando lia um livro ou uma poesia na biblioteca ou assistia um filme no cinema; quando acontece as loucuras mais inimagináveis na companhia da Elvira; e, porque não, nas vezes em que saio pela noite com o pessoal.
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Com todos estes Desejos, o mundo seria a minha Vontade e Representação!
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Termino o post de hoje com uma música cujo título é Amanda do Taiguara que a Erika me indicou. Gostei da música, mas me identifico mais com a pessoa que canta pra Amanda do que ela propriamente.
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Amanda, vencido em meu castigo
Eu trago a paz comigo, de volta pra ficar...
Amanda, recolhe meus pedaços
Me acolhe nos teus braços
Tome o espaço desta dor no teu lugar....
Amanda, perdi pela viagem,as forças a coragem,
A imagem do que eu sou,
E o que eu sou, o que escondeu a última verdade o que perdeu a única metade,
Amanda, o que partiu e desertou...
Te amando, vou esquecer a inútil liberdade
Que eu sonhei ter nas luzes da cidade,
Amanda...Vou te enfeitar de tanto amor....