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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Doente, cansada, mau humorada..

Estava deixando passar o tempo e escrever uma coisa bem inspirada sobre como foi a viagem a Jericoacoara. Cheguei a duas conclusões! Número 1:não vou ter tempo.. Número 2: não estou com inspiração..

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Muita coisa dos colégios para organizar (tudo pra ontem); um projeto para escrever; milhares de coisas pra estudar. Não consigo organizar minha rotina e, quando chega o fim de semana, me recuso a fazer qualquer coisa referente a obrigações, resultado: chega segunda feira e fico mais atolada que nunca.

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Essa semana eu entrei em colapso, e não podia ser diferente. Mesmo estando super cansada, saí no sábado para a comemoração do aniversário do Raied e dancei feito uma louca. Acordei no domingo querendo morrer, só levantei pra ir comer e ir ao banheiro. Desde segunda to dormindo tarde pra caramba pra tentar terminar as coisas mais urgentes. Acabei ficando doente.

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Só de pensar que na próxima semana tenho provas para corrigir, notas para lançar e os planejamentos de setembro para entregar, fora um monte de outras coisas, me bate uma angústia. Mais semanas de correria pela frente. Meu mau humor esta quase no nível máximo.

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Prometi ao meu guia espiritual que eu não colocaria uma gota de álcool na minha boca e não iria a nenhum lugar antes de colocar as minhas coisas em ordem. Porém, eu lembrei que este fim de semana está tomado por compromissos importantes. Sexta tem a comemoração do aniversário do Luís; sábado encontro com a Paula, depois de dezenas de tentativas a nossa agenda finalmente bateu; e domingo é aniversário da minha mãe.

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Bom, como o meu guia espiritual é o Alce, pouco importa se eu vou abrir três exceções na minha promessa... Mas vou avisando logo, como não vou dormir uma noite na próxima semana, não falem comigo, não me liguem, sequer olhem pra minha cara... Perigo: mau humor em nível máximo!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

À procura do meu lugar


Privacidade não é uma coisa que faça muito parte da minha vida, mas já foi bem pior. Bem pior mesmo! Minha família é bem grande, são 11 tios por parte de mãe e outros 10 por parte de pai (é, não havia eletricidade no sertão dos meus avós...), minha casa é bem grande, resultado: sempre tem gente por aqui.

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Desde a infância eu bolava lugares para ficar sozinha. A princípio era só para me esconder enquanto escrevia em meu diário, depois os diários evoluíram um pouco e viraram cadernos onde não só eu escrevia sobre passagens minhas, como era um meio de guardar as minhas reflexões e indagações.

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Quando eu era bem criança, me escondia debaixo da cama ou dentro do guarda roupa. Debaixo da cama era desconfortável demais, fui logo para o guarda roupa. Acredite, eu conseguia ficar sentada dentro da minha parte e fechar a porta. Muito sem noção!

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Aos meus 11 anos, sei lá, nos fundos de casa, parede com parede com o mercantil que o meu pai tinha, havia uma construção de uma casinha pequena e inacabada (minha mãe terminou a construção de lá deve ter uns 6 anos apenas) e a gente chamava de apartamento. No apartamento, as paredes eram riscadas, tinha brinquedo por todo canto e sempre que eu ia brincar de casinha com a minha irmã desistíamos depois que terminávamos de arrumar tudo. Quando queria ficar sozinha, ia pra lá à noite. Depois eu tive que mudar de esconderijo mais uma vez porque um primo veio morar em casa e ficou lá, mesmo sendo tudo inacabado. Anos depois, o apartamento foi cenário de outras coisas...

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Outro esconderijo que tive foi na laje de casa. Havia a idéia de construir em cima e tinha uma escadinha pra subir. Durante anos vim em cima de casa para escrever, ou simplesmente ficar deitada olhando as estrelas. No Réveillon eu ficava acordada e ia pra lá para ver o sol do primeiro dia do ano. Eu tinha até um nome pra lá, mas não consigo me lembrar, depois procuro num dos cadernos.

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Depois que eu entrei na universidade, ficava meio ridículo subir em cima de casa, ir para construções inacabadas... Eu tinha autonomia para sair quando quisesse ficar só, então saía. Acho que eu já devo ter comentado aqui o saudosismo que eu tenho do Dragão do Mar, lá era o meu lugar. Passei uma época maravilhosa e produtiva. Eu dava aula apenas duas vezes por semana e, quando estava livre, ia para a Biblioteca Pública para estudar e escrever as minhas reflexões, depois ia tomar um café, ou descia para um chope, às vezes assistia aos curtas que passavam de graça 18h. Aí, me encontrava com a Dayane e a Elvira que trabalhavam na Caixa da Pessoa Anta e pegava carona com elas pro CH. Nos dias em que eu não estava muito bem, ia até a ponte metálica e ficava lendo o que havia escrito antes na biblioteca.

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O Dragão do Mar, além de ser o lugar em que eu gostava de ficar sozinha, era o meu lugar com a galera. A turma sempre se reunia por lá para ir ao Bixiga; o pessoal do trabalho das meninas sempre fazia happy hour nas sexta no restaurante Dragão do Mar (e eu sempre tava no meio); as quintas de reggae na Órbita em que mulher entrava de graça. Muitas histórias cômicas e trágicas: meu aniversário e da LaBelle na galeria do Tota; o famoso “beba do meu sangue” no bar do Avião (acho que foi lá); os namoros feitos e desfeitos. Sem falar do manual da paquera: fazer de conta que alguém da mesa está fazendo aniversário para chamar atenção para a gente, os garçons do Bixiga já chegavam perguntando de quem era a aniversariante da noite. E o manual da paquera na Biblioteca, que só conto para as íntimas, método 100% eficaz!

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Sempre que estou no Dragão me vem uma energia boa dessa época. Hoje pensei em ir pra lá, mas por conta da greve de ônibus não deu (merda). Daí, lembrei que atualmente eu não tenho nenhum lugar para chamar de meu. Só escrevo em frente ao computador e não é nada tão reflexivo assim. Não pensar sobre os problemas nos faz ter a sensação que não temos de encará-los e já tem um tempo que eu ando covarde.

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Hoje me vi com a necessidade de um novo esconderijo, um lugar novo para eu ir e ficar só com os meus pensamentos. E venho sentindo, cada vez mais, que esse lugar não faz parte de nenhum que eu conheça.

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À procura do meu lugar...

domingo, 8 de agosto de 2010

Sobre o dia dos pais

Acho o twitter engraçado porque as pessoas estão o tempo inteiro dando sua opinião sobre qualquer coisa e, como você também tem seu espaço para escrever o quiser, vem logo a vontade de comentar o assunto. Se você concorda retuíta, se não, coloca tudo pra fora em 140 caracteres.

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Hoje se comemorou o dia dos pais, aí um monte de gente escreve para dar um beijo no pai; quem brigou faz as pazes; etc, etc... Deu vontade de eu escrever também! Mas escrever o que? Poderia dizer para aproveitarem mais os seus pais em vida, já que o meu se foi há 9 anos... Bom, na verdade mesmo, não posso dizer que a perda do meu pai foi um drama que eu não superei. A saudade e a lembrança existem, mas não sinto dor pela ausência.

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Sem dúvida, essa falta de dor da minha parte se deve a todo o esforço que minha mãe, dona Maria, fez e faz pelos seus 4 filhos (agora, com uma netinha). E também não posso deixar de falar da presença inexorável na minha vida de meu irmão Alexandre. E acabei colocando no twitter o quanto sou grata pela minha referência masculina ter sido uma pessoa como ele.

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Passei o meu domingo de dia dos pais com meu querido irmão. Fomos ao cinema assistir A Origem (adorei, por sinal), depois demos uma passada pela livraria Cultura para dar uma olhada nos livros. Voltamos para casa com um Box de 8 DVDs do Kubrick que a gente rachou. Não poderia ter sido melhor.

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Eu sei que ele fica tímido quando eu me refiro a ele desta maneira. Fala que eu escrevo essas coisas porque eu sou generosa; que ele não tem nada de especial. Para mim, ele é sim muito especial. Ratifico tudo o que escrevi neste mesmo blog há quase dois anos neste post: Meu Heroi

http://www.sedeinfinito.blogspot.com/2008/09/meu-heri_01.html
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Xandinho, amo você!

domingo, 1 de agosto de 2010

Apenas vontade de escrever...

Quanta coisa boa que passei nessas férias, quanta surpresa boa... E que nó enorme na garganta por não ter escrito nada sobre Jeri ainda...

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Bom, a partir de amanhã estou mais uma vez na correria das minhas escolas que, por mais cansativo que seja, fazem falta. Além disso, voltando para a minha rotina eu consigo focar mais nas coisas que eu tenho a fazer.

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Meu projeto para o segundo semestre é me organizar ao máximo, muita coisa a estudar.. Só não sei como posso com tanto aniversário em agosto!

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No mais, “não quero passar agosto esperando setembro”... Nunca fui de esperar mesmo...

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A vontade de escrever sem ter nada de específico a dizer dá nisso: post todo confuso. Igual a mim..

domingo, 25 de julho de 2010

Sobre os queridos amigos

Esta semana pré volta às aulas vai ser bem corrida para mim e, por não saber quando terei tempo de sentar com calma e escrever tudo o que está programado a ser visto aqui, venho fazer um parêntese que não poderia deixar passar... A amizade é um dos maiores bens do ser humano e eu tenho amigos valiosos!
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Por a gente ter feito faculdade juntas, pelos amigos em comum, pela minha adoração pela família dela, o meu vínculo com a Dayane é fortíssimo. Tanto é que se passar mais de 1 semana sem eu tê-la visto a gente combina de se ver nem que seja num meio de caminho na hora do almoço. A saudade apertou essas semanas... Ela acabou viajando com uma turma e eu com outra, ciúmes à parte, só deu para nos encontrarmos no aniversário da Erika e foi aquele abraço apertado!
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Feliz demais por saber que os preparativos do casamento dela andam a todo vapor! Feliz demais por ela ter ido experimentar vestidos de noiva e pela emoção que a mãe dela sentiu. Feliz por saber que ela anda se dedicando à escola nova com vários projetos. E feliz por saber as novidades da Elvira!
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Outra pessoa por quem tenho a sorte de ter como amiga é a Erika. Acompanhei e acompanho o que vem acontecendo na vida dela estes últimos anos e foi muito importante estar com ela na hora que ligaram para assinar o contrato da casa nova. Fiquei feliz como se tivesse acontecido comigo! Enchi meus olhos de lágrima... Agora é hora de organizar a casa e decorar.. O difícil é escolher o que fazer entre tantas idéias...
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E devido à mudança repentina da Erika, nem pude ir ao aniversário da filhinha da Joice... Já pedi mil desculpas, mas como ela é a pessoa mais meiga do mundo, ela entendeu. Só fico devendo um abraço bem forte nela e na Laís ainda esta semana e fazê-la acreditar que eu não fui seqüestrada por nenhum negão...
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E esse fim de semana parece que vai rolar a reunião do quarteto fantástico na casa da querida Paula! Agora que vamos nos ver menos, temos que aproveitar os nossos encontros ao máximo!
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Que bom é estar cercada de pessoas maravilhosas!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Julho: Arraiá, Copa, Férias e outros!

Por total falta de logística, este ano, infelizmente, não houve Arraiá dos Babies. Fiquei arrasada... Mas em compensação tinha o Arraiá da rua do Luís e eles resolveram montar uma barraca para arrecadar dinheiro para pagar a banda que vai tocar no casamento. A Elvira levou um bolo de chocolate (o primeiro que acabou), Dayane fez o vatapá, levei arroz, a mãe da Isabela também deu um bolo, tinha cerveja e ficamos ajudando a vender na barraca. Cada pessoa que ajudou tinha direito a pedir uma música para a banda. Foi um sucesso!

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Eu que imaginava que a copa ia ser zoação geral no mei do mundo me enganei demais. Na verdade, eu nem me empolguei, de todos os jogos assisti a 2 inteiros: um aqui em casa e outro no Luis. Mas, verdade seja dita, o jogo que assisti nos meninos valeu pela copa inteira, não pelo jogo em si (até porque foi o jogo em que o Brasil foi eliminado), mas sim porque fazia tempo que não me divertia tanto como naquele dia (e naquela noite...).

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Sinceramente, achava que amizade de verdade em ambiente de trabalho era uma coisa que não dava certo... Que bom que eu estava enganada! Uma dessas raras amigas optou por mudar de ares a partir do próximo semestre e organizamos uma festinha surpresa pra ela. Não era uma despedida, ela vai continuar sendo uma grande amiga, apenas não vamos mais nos encontrar com a mesma freqüência de antes. Muito sucesso no seu caminho, querida Paula!

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Uma das coisas mais legais que tenho feito este ano é tentar ir ao cinema pelo menos 1 vez por mês, tinha decidido ir toda semana, mas a p*#@ do Iguatemi acabou com a promoção de 3 reais... Era um hábito que eu tinha perdido, ia (quando muito) umas duas vezes por ano, uma heresia... E estou achando tão massa que estou pensando em colocar um tópico à parte no blog comentando os filmes que assisto. Bem, é só uma idéia, não tenho pretensão de dizer o que é bom e o que é ruim (não tenho nem conhecimento suficiente para isso), mas queria sim dizer a emoção que me passou ou uma reflexão que tive ao ver determinada cena. O meu filme de Julho foi “Tudo pode dar certo” (Whatever works, Woody Allen), muito bom mesmo!

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E para carimbar o meu mês de Julho no tópico de momentos marcantes de 2010 está chegando a hora da minha viagem a Jericoacoara. Sempre quis conhecer essa praia! O pré-viagem já está sendo uma loucura, decidi ir em cima da hora, dificuldade pra arrumar pousada barata pra todo mundo, dezenas de e-mails trocados acertando detalhes, desde a hora em que vamos partir, ao lugar que vai rolar mais promiscuidade! Um frio na barriga básico por ser a novata da turma, embora já conheça a todos... Mas todo mundo é meliante, como diria a Babita!

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Ansiosa, ansiosa, ansiosa!! Não vejo a hora de chegar sexta feira!

domingo, 11 de julho de 2010

HOMEM (adj): espécie em extinção (PARTE III)

Continuando a minha saga, venho falar agora da cabecinha dos queridos homens... Se existe uma coisa que é contraditória é cabeça de homem e o que é mais foda que a culpa sempre vem para a mulher. Na boa, se duas pessoas se encontram há algumas semanas, se dão bem, um já começa a conhecer os amigos do outros, não é natural que a pessoa pense que está se iniciando um compromisso mais fixo? Não é questão de criar castelos e idealizar uma relação, o problema é que homem não é sincero! Ele nunca diz que não quer assumir compromisso, fica só cozinhando. E isso não é porque ele tem medo de magoar a mulher, é simplesmente porque ele quer mantê-la sempre ali à disposição. Nada contra (hehe), mas vamos ser honestos, né? Aí depois o babaca fica vacilando: some, marca de sair e não aparece...
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E quando o cara some, pode esperar que, em breve, ele ta aparecendo por aí com uma bobinha, provavelmente bem novinha, trocando juras de amor. Ridículo, mas tem homem que acha que abafa ao sair por aí com doidinha-cabeça-de-vento-e-micro-shorts.
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Todo dia eu elejo uma coisa diferente para ser a coisa que eu mais odeio no mundo, mas entre o meu top Five certamente estará gente que aparece do nada, passa cantada fraca, não se toca e enche o saco a noite inteira. Se você ta afim de uma menina, a primeira coisa que tem que fazer é saber se é recíproco para poder chegar: paquera de longe, dá umas olhadas, se for correspondido, aí sim chega junto. Não sei de onde tiraram que tem que chegar e “impregnar”! E o pior é que quem faz isso é sempre um cara bem tosco!
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Particularmente eu não tenho problema nenhum em dar passa-fora em tosco, o ruim é estar com alguém que não tem essa habilidade. Minha irmã tem um problema crônico de não saber dispensar chato. Eu já disse mais de mil vezes que se você falar “oi” da primeira vez, o cara vai se achar um conhecido da família e não vai mais sair de perto. Isso me dá nos nervos. E quando o cara chega e pede pra eu apresentar pra alguma amiga que está comigo... Hahaha, coitadinho...
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Há pouco tempo descobri um blog de mulheres que relatam as mancadas que os homens dão ( http://tudopalhaco.blogspot.com/ ). E, de uns tempos pra cá venho me divertindo muito com as histórias. É quase uma auto-ajuda, você lê e constata: não sou a única a passar por essas coisas. Vou colocar aqui uma entrevista que as donas do blog deram no Jô
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Bem, a gente tenta selecionar o carinha de todas as maneiras, mas nem sempre dá pra sacar quem vai fazer merda. Mas tentar é preciso, não vamos perder a esperança!