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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Clarice,


No começo do ano ia a um aniversário e resolvi dar um livro de presente. Para me ajudar na escolha pedi pro meu assessor de tudo, o meu irmão Alexandre, me ajudar. Foi nesse dia que ele me mostrou “Clarice,” uma biografia da Clarice Lispector.
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Não fosse apenas pelo fato de a biografia ser da fascinante Clarice Lispector, ainda estava sendo lançado pela Cosac Naify que tem edições belíssimas e ainda tinha a questão de o autor ser um americano que aprendeu português para ler Clarice em sua língua original.
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Quem acompanha este blog há mais tempo viu que eu fiz uma campanha ferrenha para ganhar este livro de aniversário, e deu certo! Depois de tanto falar nele, Dayane e Luís me deram de presente de aniversário. Hehehe
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O livro é espetacular! Fala sutilmente na questão da tradição judaica que permaneceu com Clarice (mesmo ela tendo abandonado esta crença) como nenhuma outra biografia tratou; a vida dela está sempre sendo contextualizada com o que acontecia no Brasil e no mundo. Em algumas vezes é bem forte, como quando é relatado o que a mãe de Clarice sofreu na Ucrânia; ao mesmo tempo é belo ao mostrar que, apesar da pobreza, o pai queria que as 3 filhas estudassem piano. Separei um trecho do livro para escrever aqui no blog que eu acho muito parecido comigo, mas acabava esquecendo, vou tentar postar logo.
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Enfim, há mais de 1 mês meu irmão soube que o Benjamin Moser (autor do livro) estaria na Livraria Cultura para falar sobre o livro e autografá-lo e prontamente me programei de ir com o Xandi. O dia foi hoje e eu não estava num bom dia: tive alguns problemas pela manhã e à tarde estava com uma enxaqueca horrível. Acabei pedindo pro Alexandre ir só. Acabou sendo melhor assim, meu humor estava péssimo e pude fazer outras coisas que tinha de fazer em casa.
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Meu irmão é muito massa mesmo! Ele voltou com o melhor autógrafo que eu poderia receber! Está escrito: “Para Amanda, Espero que sua dor de cabeça logo melhore! Com o abraço do ... (garrancho de assinatura) Fortaleza, 17.11.2010”.
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Olha só:

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Valeu mesmo Xandi, muito obrigada! To muito feliz!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Falta 1 ano

Tava lendo agora à noite o blog da Dayane e do Luís e vi que tinha uma postagem lembrando que hoje falta exatamente 1 ano para o casamento de Elvira e Tramontini, as duas pessoas mais loucas que eu conheço.
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Dayane, Elvira e eu somos amigas há anos, mas a única que realmente demonstrava que queria essa coisa toda de cerimônia e festa, ou que ficava olhando cozinha em revista de decoração era a Elvira. Ela sempre falava que ia entrar na igreja com um véu enorme, mas a mãe da Daya sempre lembrava que o tamanho do véu devia ser correspondente ao tamanho da honra da mulher. A Daya disse pra ela se contentar com um chanelzinho!
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Enfim, a Dayane saiu na frente, casamento marcadíssimo para 01/07/2011, o primeiro dia de férias pra quem é professor! Desde o começo desse ano Elvira e Tramontini moram juntos, mas não poderia faltar o enlace matrimonial oficial (lendo muito revistas Caras no salão), então ela programou para alguns meses após o casamento de Daya e Luis.
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Como tudo o que envolve a Elvira é cheio de maluquice, o casamento não seria diferente. A começar que ela comprou o casamento de uma outra moça que desistiu de casar nos classificados das noivas (sim, isso existe!). A cerimônia e a festa serão no mesmo lugar e, como tudo é muito chic (e desconfiamos um pouco da organização da Elvira), resolvemos passar no Caicó antes do casamento pra comer um mistão e tomar umas cervejas, só pra garantir. O noivo também se incluiu no nosso itinerário. A Andressa (irmã da Daya) vai levar uma lata de moça fiesta, a Daya uma barra de chocolate e eu levarei um pote de azeitona recheada! Só pra garantir!
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Brincadeiras à parte, tenho certeza de que o casamento deles vai ser muito lindo. É só o pessoal ficar de olho na LaBelle pra ela não fazer o que ela faz nos aniversários da Elvira; não dar cerveja pra Alice; seu Pantico não querer ir com a camisa do Fortaleza e não sair gritando pelos cantos “cadê minha gaaaaaaaaaata” e me deixar morta de vergonha; e o Paulo Neto não querer fazer o "ganso" na Elvira....
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Simples assim!

Um rápido feedback

Chega o fim do ano e já começa aquelas de fazer retrospectiva. Só lembro a Elvira e sua célebre teoria de que a vida é uma sucessão de natais...
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Em 2010 eu...
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Perdi oportunidades,
Cheguei tarde demais em outras,
Tive medo,
Desisti no meio do caminho,
Perdi boa parte do que eu tinha de bom junto com minha sobrinha,
Fiquei mais chata e implicante...
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Este ano pisei em rastro de corno, certeza!
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Bom, enfim, não perco muito do meu tempo lamentando por mim mesma. Houve bons momentos também, só não estou lembrada agora (brincadeira!). O próximo ano vai ser ímpar e, mesmo que isso não queira dizer absolutamente nada, já gostei de 2011 e as coisas vão melhorar.
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Sem falar que domingo e segunda estarei com meus queridos no meu lugar mais querido tomando cerveja, comendo churrasco, balançando numa rede de frente para o mar, ouvindo boa música e ótimas conversas. Existe coisa melhor?

domingo, 7 de novembro de 2010

Aniversários das queridas

Ando sem vontade de sair e, muito menos, fazer social com as pessoas, mas essa semana eu tinha que abrir exceção para duas pessoas importantíssimas na minha vida que estavam fazendo aniversário: Aline e Dayane. Se tem uma coisa que eu levo a sério é aniversário de pessoas queridas!
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O aniversário da Daya foi dia 03, mas ela ia comemorar dia 06. Já o aniversário da Aline foi dia 06 em casa e dia 04 também havia comemorado no Hits. No dia 03 ia encontrar com a Elvira dar parabéns pra Daya só a gente e a família dela, mas a Elvira esqueceu o celular na Caixa e não consegui me comunicar com ela. Resultado: perdi o pedido da mão da noiva que o Luís fez com direito a anel de brilhantes e tudo mais... Ódio!
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E eu que ando numa moleza só me vi tendo que ir na quinta pro Hits com a Aline e passar a sexta com trabalho nos dois turnos. Olha, faz muito tempo que eu não trabalhava virada e me lembro bem do dia em que decidi nunca mais fazer isso! Pra minha surpresa, eu resisti bravamente, mas quando cheguei em casa 18h capotei... Valeu a pena, o Hits tava com tanta gente doida que parecia o Espaço Grill nos tempos áureos!
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Aí chega o sábado e tinha o jantar que minha mãe ia fazer pra Aline e a comemoração do aniversário da Dayane no ap da Elvira. Fiquei em casa até umas 21:30 e fui pra festa da Daya com Erika e Mano. Chegando lá, encontro com LaBelle que me entrega um presente de aniversário com 8 meses de atraso (uma tela que ela pintou e um brinco), só ela mesma...
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Festa da Daya animada: alguns falando de política na varanda, outros contando presepadas na sala... Aí surge um vizinho da Elvira esculhambando todo mundo e mandando acabar com a festa. Um tempo depois o povo do Ronda toca a capainha. A Dayane colocou no twitter que foi falar com o Sr. Ronda e disse que o som era de um notebook e pela cara dele, ele deve ter pensado “ô festa paia!”. Por fim, o Sr. Ronda foi embora puto porque chamaram ele por nada! A festa continuou até 4h.
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O nosso pós-Natal que já estava decidido a ser no ap da Elvira agora está abalado! Ou não... Do jeito que a Elvira é vingativa é capaz de ela fazer uma rave dentro da casa dela!
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O povo todo vai passar o feriadão (13-14-15/11) na COFECO pra comemorar o aniversário do pai da Dayane e eu só poderei ir domingo porque tenho um casamento no sábado... Um dia sem meus amigos no meu lugar favorito vai ser uó! To pensando em pedir pra alguém me pegar direto da festa do casamento, já entro com roupa de festa e tudo dentro do mar.
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Ah, quase confirmado que réveillon também será lá no meu lugar favorito: cofecoooo! Não vejo a hora, preciso de um ano ímpar URGENTE!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Injustiça

Um segredo sobre mim é que temo encarar algumas coisas da realidade com medo de elas me sufocarem, Por isso que normalmente estou numa boa, são sou de me estressar, odeio discutir...

Não lembro com quem falava quando certa vez disse que por mais que você faça de conta que certas coisas não acontecem, tem uma hora que vem um lampejo de realidade e você tem que encarar isso.

Eu tenho pensado muito sobre injustiça, sobretudo porque eu não tenho mais a minha Luiza. Podem falar que ela se foi porque não precisava passar por mais nenhuma provação nesse mundo, o que for... Mas e os lugares que eu queria que ela conhecesse; e os livros que eu leria para ela; e o casamento dos meus melhores amigos no próximo ano em que ela seria a daminha... E tudo mais que eu não vou poder ver e fazer...

Há oito anos que em todos os dias de finados seguimos o ritual de visitar o túmulo de meu pai e enfeitá-lo . Aline e eu fazemos corações e outros desenhos com rosas. Ano passado, a Lulu foi conosco levar rosas para o vovô que ela nem chegou a conhecer e rezou junto com a gente.

Esse ano estaremos levando rosas para ela também...

Será que é justo isso?


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Um mês sem minha bailarina

O tempo passa rápido, a dor não! Um mês sem minha bailarina.
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Achava estranho quando alguém que tinha perdido um ente querido agia como se ele tivesse saído e fosse voltar a qualquer momento. Hoje eu entendo completamente. Eu vejo a Ana Luiza em todos os lugares da casa: mudando o canal da televisão pra assistir ao Pica-pau; no banheiro tomando banho com suas bonecas (que ainda estão lá); correndo pela casa na brincadeira do monstro; revirando o meu quarto pra brincar com as maquiagens e bijuterias e tirando as coisas de dentro das bolsas. Como vou aceitar que isso tudo acabou?
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Adiei ao máximo arrumar minhas coisas porque queria manter a última bagunça que ela fez no meu guarda-roupa como se ela fosse chegar e eu dizer mais uma vez que ela não pode mexer nas minhas coisas. Depois ela me dava uma olhada bem sapeca e dizia: desculpa titia, agora a gente já pode brincar...
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Essa semana arrumei as coisas e não precisei deixar nada em uma parte mais alta. Enquanto arrumava as coisas, aproveitei para procurar o diário de 2006, época em que a Aline engravidou, mas escrevi quase nada nessa época, só escrevi sobre o nascimento da Lulu. Sei bem porque não escrevi muito, foi um ano difícil demais e me angustiava escrever sobre aquilo. Mas tudo ficou na minha memória de um jeito como se tivesse sido ontem...
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Lembro perfeitamente o dia que Aline me contou da gravidez. Foi em maio, antes do dia das mães. A Aline estava fazendo cursinho pré-vestibular, mas às vezes preferia ir pra Biblioteca Pública para estudar comigo. Antes de sairmos de casa ela disse que tinha uma coisa para me contar que ia me falar depois, eu insisti para saber logo o que era e ela falou que estava grávida. Na hora mantive a calma e falei que ia dar todo apoio. Fomos à Biblioteca e depois a Dayane passou para me pegar porque tínhamos combinado de ir à praia com a Elvira; a Aline ficou estudando por lá. Quando chegamos à praia contei pras meninas e desmoronei.
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Da época em que eu fiquei sabendo até o dia de contar para minha mãe passou-se 3 meses. Foi um período muito difícil e não quero escrever para reviver isso. A Aline sempre foi muito forte, embora geniosa, mas muito forte. Lembro que comprei o primeiro presente da Lulu, um sapatinho de bebê rosinha que a Aline dormia com ele à noite. Em 8 de dezembro a Luizinha veio ao mundo bem peludinha com o olhão bem preto. Era a menina mais inteligente, carinhosa, brincalhona e linda do mundo.
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Esse último feriado que passei com as meninas conversamos muito sobre toda a alegria e união que a Lulu trouxe para a nossa casa. Falei que no dia que eu tiver uma filha, ela vai se chamar Ana Luiza em homenagem à criança mais amorosa que eu tive o prazer de conviver.
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Que o tempo me ajude a superar esse vazio.
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Como ela sempre dizia...

...Um beijo no coração!


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Seguindo a vida

É difícil se conformar com esse mundo injusto. Vou tentando levar a vida como antes e ocupar minha cabeça ao máximo com outras coisas. Mas o vazio sempre vem e dói demais. Tenho saído, rio e brinco numa tentativa de não lembrar a realidade. O que me conforta é ter os meus amigos comigo.
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Também venho pensando muito nas minhas atitudes e no quanto perdi tempo alimentando raivinhas, me chateando com pessoas e sendo intolerante. O tipo de coisa que mais detesto nas pessoas era no que eu estava me tornando. Precisou de uma tragédia assim para eu lembrar que o rancor é pior para quem sente. Garanto que estou me policiando.
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Nesse feriadão fui pra COFECO com Dayane, Luis, Elvira, Tramontini, duas amigas da Daya, uma delas com uma filha. Era uma turma relativamente pequena, pegamos uma das melhores casas (era na fileira B, mas também dava pra ver o mar da varanda) e foi bem tranquilo. Não poderia perder a oportunidade de estar num dos meus lugares favoritos e não poderia deixar de comemorar o aniversário da minha amiga Elvira.
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Por estarmos apenas nós e por toda a intimidade entre a gente, pudemos conversar muito. Muitas conversas e conselhos sentados na areia da praia hora com a Elvira, hora com a Daya, hora com as duas. Muito choro também, por que não, para libertar a alma com uma lua linda de fundo. Risos, piadas, brincadeiras, bebedeiras e o amanhecer na praia também porque ninguém é de ferro!
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Também não posso esquecer o aniversário surpresa da Elvira do domingo para a segunda onde um boi quase estraga tudo. Explico: a Elvira foi tirar um cochilo na varanda e nos fundos da casa estávamos enchendo balões e fazendo brigadeiro; de repente apareceu um boi na varanda e a Elvira e o Tramontini quase morrem do susto e saem correndo do boi; do outro lado a gente também saiu correndo para ela não ver os balões e estragar a surpresa. Depois foi outro susto quando ela entrou no quarto e viu todo mundo.
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Voltei do feriado mais cansada do que fui, mas valeu a pena demais! Deu para colocar a cabeça em ordem e me dar um estímulo a mais. Foram dias maravilhosos!
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E já estamos de olho no réveillon, pensando na estrutura e tudo mais... Não entro o ano sem meus amigos de novo nem que o boi tussa!