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domingo, 25 de outubro de 2009

A 1ª Prova

Foi só mais uma prova em que, provavelmente, não devo ser aprovada (depois explico por que), mas foi uma sensação bem estranha e deu vontade de escrever... Não saí na noite de sábado e, ao contrário do que todos me disseram: sim, eu estudei boa parte da madrugada; tempo este que me valeu umas 2 questões. Acordei 9 horas e fui ler mais um pouco, até aí eu tava superbem.

Quando tava perto de sair de casa, começaram a me enviar mensagens de boa prova e ligações e foi começando a me bater um medo, sei lá, é tão difícil eu ficar assim que não sei nem o que era. Pra completar, a única coisa que me emociona fácil é a nobreza de algumas pessoas, o carinho; e recebi demonstrações tão calorosas que estava soluçando na parada do ônibus. Fui me acalmando aos poucos.

Demorei uns 30 minutos pra chegar num lugar em que não passo mais de 15 no trajeto, tenho a impressão de que Fortaleza inteira fez esse concurso. Ironicamente, fiz a prova no mesmo local em que fiz o curso. A prova tava fácil, mas assim é pior porque cada questão que você erra se fod... mais.

Quando terminei, tentei falar com as meninas pra sair pra qualquer lugar, mas não consegui. Pensei em ir ao cinema ou comer sushi que são coisas que, normalmente, eu faço sozinha, mas eu queria companhia naquela hora. Ainda cogitei andar uns pouco metros e ir na casa de uma certa pessoa, mas não fui: se passei o quase um mês de curso passando quase do lado da casa dele e não fui, não ia ser naquela hora que iria. Fui pra casa.

Tomei sorvete, assisti Faustão (que decadente), cochilei e acordei pra terminar umas atividades pra amanhã. Já to é vendo que vou passar a semana inteira com todo mundo me perguntando como foi a prova; que a questão tal tem que ser anulada porque sabe mais que o livro; que acertou não sei quantas questões; papo chato...

E próximo domingo tem mais uma!

sábado, 24 de outubro de 2009

Tô de saco cheio

Tô de saco cheio! Muito trabalho; muita correria; muita cobrança; muita coisa pra estudar; pouco tempo; estímulo quase zero; nenhuma paciência. Vontade de chutar o balde... Quero férias!

Também não aguento mais escrever sobre essa correria toda. Quero que o tempo passe logo pra eu voltar ao normal e não ser obrigada a recusar uma festa que tem Zeppelin Blues (cover do Led Zeppelin), Love Gun (cover do Kiss) e One (cover do u2).

Preciso encontrar o pessoal, conversar, beber um pouco. Tava voltando pra casa um dia desses e um tiozinho tava falando da “falta de vergonha na cara” (sic) de algumas mulheres que iam sozinhas com outras mulheres ao bar para beber. Deu uma vontade de virar e perguntar se ele sabe o quanto essas mulheres trabalham para pagar sua própria bebida. Na certa ele não deve lavar uma louça, uma roupa, ficar 1h cuidando do filho, e tem mais direito que as mulheres por que? Dessa vez não isabelei... Tenho ódio mortal de machista querendo dar lição de moral.

E ontem que estava disposta a relaxar um pouco batendo um papo com uma amiga, acabei deixando de ir, na última hora, pra poder chegar em casa logo e ir dormir. Tinha que trabalhar hoje pela manhã e não fui, muita coisa pra organizar e só tenho o fim de semana para isso.

Dia 1º será a minha última prova, isso se o boato de adiamento não for verdade, pretendo sair pra qualquer lugar pra tirar esse ebó. Também quero ir no dia 2 assistir Bastardo Inglórios porque eu sou a única pessoa que ainda não fui ver.. O ruim é que certamente iremos ao cemitério este dia, mas vou dar um jeito.

Agora vou tentar dar uma geral no meu quarto porque convidei uma amiga pra estudar aqui em casa e ela não precisa saber que eu me instalo dentro de um caos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Assoviando e chupando cana

Eu sou uma pessoa intrinsecamente ocupada e, normalmente, desorganizada. Até aí tudo bem, variando entre mais ou menos aperreada, vou levando... O problema é que atualmente eu estou super ultra mega (Ou qualquer outro prefixo que valha) ocupada. Trabalhando em 5 colégios às vésperas da semana cultural, fazendo um curso à noite e estudando em todas as brechas, o negócio anda complicado.
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No fim do dia eu não tenho mais ânimo para estudar e acabo acumulando trocentas coisas para ver no final de semana. Pra lascar com tudo; neste sábado tenho dia letivo num colégio, confraternização dos professores em outro e aniversário de superamiga à noite; domingo de manhã ainda tem aulão. O pessoal sempre comenta que eu não participo das confraternizações ou festinhas das escolas, na sexta passada só eu não fui pra um jantar dos professores, o problema é que sempre tem outra coisa pra eu fazer.
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O fato é que tenho que ir pro dia letivo; então, bye-bye confraternização. Se eu for, vai ser só pra almoçar e sair fora porque tenho que aproveitar 4h de estudo, no mínimo. De noite vou à bebemoração da Elvira e tomar, no máximo, 1 chopp (porque eu me conheço e não devo, nem posso, amanhecer morta no outro dia) e cair fora o mais cedo possível pra estudar um pouco pela noite e ir o mais disposta possível pra aula no outro dia.
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No outro sábado vai haver o aniversário superesperado da Andressa, que eu também não vou, infelizmente. Só espero que as pessoas entendam e não fiquem chateadas por minha ausência ou aparecimento relâmpago nas ocasiões. É um momento que vai passar, e quando passar eu vou comemorar muuuuuito. Só espero conseguir o meu objetivo.

sábado, 10 de outubro de 2009

Isabelando

Tem algumas semanas que estou frequentando um curso preparatório para o concurso de professor em que me inscrevi. De lá pra cá, muita bizarrice que eu julgava já ter me livrado há alguns anos, da época de colégio, voltaram com força total. Mor-ri com professor amigão que passa o tempo enrolando; com briguinha de ego pra saber que é o melhor professor; principalmente, eu en-far-tei com a campainha tocando pra os marmanjos entrarem na sala. Cara, ou eu sou a subversiva ou eles realmente costumam infantilizar as pessoas nesses cursos? Minha fase de colégio foi muito boa, mas não quero outra não, obrigada!
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A época da faculdade que era massa: o professor não tava nem aí pro outro e, quando tava, dizia era na cara; se ele ficasse enrolando a aula era só você sair da sala e, em até 1 quarteirão, tinha um bar pra você esperar até a próxima aula. Agora, me poupe: campainha? E ainda tinha professor reclamando que o outro liberou a turma antes do toque...
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Eu até ia contar as peripécias que andam rolando na sala, mas pra eu contar precisaria citar a matéria que assistia e acho melhor não. Só digo o seguinte: aprendo mais e melhor estudando sozinha. E, de uns dias pra cá, a paciência ta diminuindo. A minha vontade é de levar a Isabela para assistir uns 30 minutos de aula comigo.
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Quem conhece as histórias doidas sabe que a Isabela é o terror dos professores: ela fala o que todo mundo gostaria de falar, mas não tem coragem suficiente. Tanto é que numa conversa que eu estava tendo com a Daya acabei criando o verbo “isabelar”: que é o ato de fazer um barraco por seus direitos. Fui contar pra Daya de uma isabelada que eu dei na aula e no mesmo dia a Elvira ainda isabelou com o gerente de um posto.
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Enfim, de tanto isabelar, talvez eu até fique em recuperação no colégio...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Pelo direito de encher a cara no fim de semana

Ainda não tinha parado para contar, mas depois de me enroscar toda com mais um fim de bimestre resolvi que queria ter a noção exata do meu drama: tenho, nada mais nada menos, que 30 turmas diferentes por semana, só que eu dou aula diretamente. Então não há nada mais natural que o meu stress durante a semana, Cada feriado do nosso bendito calendário é comemorado como um acontecimento e cada sexta feira é a gloria de poder usufruir 2 dias inteiros (bom, isso quando não tem sábado letivo.

É por isso que eu sou pró ao direito de encher a cara no fim de semana. Você passa a semana inteira na maior correria, leva um monte de trabalho pra casa, é obrigado a recusar bons convites porque está cansado, o mínimo que se pode fazer por si mesmo é se reunir com amigos e “tomar uma”.

Sabe quando eu acho ainda melhor? Quando tem risca-faca! Quando você sai pra beber por aí, tem que ter um mínimo de conduta, porque ninguém vai andar se passando publicamente em tempos de internet e popularização de câmeras digitais. Mas quando você ta na casa de amigos em que todos estão engajados na missão de encher a lata e desopilar daquela semana de cão que passou, aí vale até terminar a noite dançando a macarena e bodar no sofá da sala. Bom, quanto à isso de bodar no sofá da sala é meio perigoso, mas é melhor não comentar.

Depois de tanto eu rogar pro ‘Alce’, o fim de semana chegou até rapidinho. Amanhã já tenho um itinerário (sócio-cultural) a seguir e eu quero é ver se eu não paro uma horinha pra tomar nem que seja uma coleguinha jurubeba.

sábado, 26 de setembro de 2009

A Chata

Em discussão sobre o que é chato e o que é legal sempre sobressai aquela visão idealizada de coisas boas, felicidade, amigos companheiros, família unida. Tenho a impressão que as pessoas esquecem, ou pelo menos querem esquecer, o que é o mundo real e suas mazelas. Não é uma questão de ser rancoroso ou pessimista, mas a maioria entra numa fantasia e acaba acreditando nela. Quando uma pessoa se mostra de uma forma nua com decepções e medos, acaba sendo um pouco excluída.

Quem se mostra sempre feliz é, na verdade, um solitário. Uma pessoa que não pode contar com outra num momento difícil porque tem que aparentar estar acima de dificuldades. E no outro lado da moeda acontece algo semelhante: quem é amigo daquele cara “legal” não quer ter que exercer a função de amigo mesmo (aquele que conversa, segura a onda, ajuda).
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Com tantas pessoas que vieram e que foram na minha vida aprendi a levar muito a sério a palavra amizade. Meus amigos vão muito mais além do que essa fantasia que a gente veste para parecer uma pessoa melhor e ser aceita no meio dos outros. A gente se mostra como é, com todos os defeitos e falhas; nem sempre aceitando tudo do outro, mas convivendo com nossas diferenças e tentando viver da melhor forma o “apesar de...”.
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Com o passar dos anos aprendi a ser extremamente pragmática, não sei ainda se isso é bom ou ruim, mas com certeza me poupa de discussões que não vão me levar a nada. Detesto bater boca, na maioria das vezes ligo o mute e ignoro um comentário idiota e sem graça, tem certas pessoas com quem não vale a pena perder tempo tentando explicar alguma coisa. Mas por outro lado, tem pessoas que merecem ouvir. Antes eu achava a grosseria inconcebível, mas tem gente que pede pra ouvir algumas coisas.
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E a minha vida segue assim: sem esperar grandes coisas das pessoas e ignorando a maioria delas. Com isso recebi a alcunha de anti-social. Quer saber: sou mesmo! Não gosto nenhum pouco da sensação de estar entre pessoas com quem não tenho intimidade e, muito menos assunto. Não gosto de estar num bar e aparecer uma pessoa que senta logo na mesa sem perguntar se está interrompendo. Não gosto de celular, normalmente não atendo ligação de número desconhecido (no. privado então...) e não atendo se estiver fazendo qualquer coisa que eu julgue importante; adoro bater papo e ficar horas falando besteira, mas prefiro fazer isso ao vivo e, de preferência, bebendo alguma coisa alcoólica.
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Não gosto de conversar absolutamente nada logo cedo da manhã. Acordo em média 5:40 (variando entre meia hora mais cedo ou mais tarde, dependendo do dia da semana), e fico num período de meditação (ouvindo o clássicos do rock da Oi FM) até umas 7h que é a hora que eu chego nas escolas. A minha mãe tinha uma mania besta de ficar no meu quarto falando sobre um monte de coisas (que não me interessam) enquanto eu me arrumava pra sair. Felizmente, agora ela anda dormindo mais. Em um determinado dia da semana eu me encontro com uma professora no trajeto para a escola e eu faço o possível pra sair mais cedo porque não su-por-to mais ouvir as histórias das peripécias da filha adolescente dela.
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Ainda assim eu fico chocada com a facilidade que eu tenho pra atrair gente estranha. Pessoas em filas e em bares são os clássicos. É muita ironia pra uma pessoa só! Ai cara, isso rende tanta história ainda, é cada uma que me aparece (e me acontece)... Quem
sabe eu ainda conto...

domingo, 13 de setembro de 2009

Uma cerveja, um feijão, um café...

Tive um dia tão bom hoje que me deu vontade de escrever aqui. Foi um dia sem extravagância, sem farra, mas foi bom. Quando eu penso em me divertir penso numa farra, um lugar com vários amigos e bebida. Dessa vez foi diferente, um dia comum com coisas comuns, mas companhias preciosas que trazem a alegria só de estar junto com elas.
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Adiantei um monte de trabalho que eu tenho que fazer essa semana e, à tarde, me encontrei com Erika pra falar as novidades e os projetos da vida. Ah, e relembrando os velhos tempos de 1 cerveja, 1 feijão-verde e um bom papo. Logo depois encontrei com Dayane e Elvira no Café e mais conversa animada, novidades e projetos.
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Me sinto bem em poder ouvir as minhas amigas e torcer por elas. Adorei voltar a alguns hábitos que, pela correria do cotidiano, a gente sempre deixa pra depois. Como ir num bar e pedir a cerveja e o feijão-verde ou ir no Café e sempre experimentar um novo
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Agora pretendo aproveitar melhor meu final de semana para não retornar à jornada morta, minha semana já é cansativa demais. Tenho certeza que hoje vou dormir bem melhor e amanhã vou acordar mais disposta.